Opinião

Nova esperança para o PSD

Rui Cordeiro


Dia 28 de Maio, os militantes do Partido Social Democrata são chamados a fazer a sua escolha e eleger um novo presidente.

Longe do mediatismo dos congressos que colavam os portugueses às televisões, e após quatro anos daquilo a que podemos chamar rioísmo, o PSD volta a abrir um ciclo de esperança, alinhando a nova liderança com os princípios e valores que estão na génese histórica da democracia do PSD. Esperança renovada, mais pelo seu passado do que pelo seu presente. Qual clube que anseia pelo treinador que finalmente irá devolvê-lo à velha glória.

O PSD, não obstante os seus recentes desaires eleitorais, continua a ser o maior partido da oposição. É também aquele que tem na sua organização mais massa crítica e experiência governativa e autárquica, o que é absolutamente necessário para ser alternativa aos sucessivos governos socialistas que nasceram na barriga da geringonça. Todavia, não pode o PSD viver absolutamente dos seus feitos do passado e deve rapidamente concentrar-se no seu futuro: na revisão dos seus estatutos, na reforma do partido e, mais importante, no rejuvenescimento das suas propostas. Os últimos anos foram de muleta do PS e esse posicionamento fez-nos perder espaço junto dos que em nós mais acreditavam e que deixaram, assim, de ter uma alternativa.

O PSD é um partido que precisa de rever o seu papel na sociedade e procurar respostas a novos problemas. Precisa de se unir e rever o seu papel sem abandonar a sua matriz ideológica e a simbologia que carrega, consagrada nas setas que o representam, tão desrespeitadas pelo presidente cessante mas que se mantêm tão actuais, pois a liberdade, a igualdade e a solidariedade são intemporais. As reformas políticas, económicas e sociais urgem mais do que nunca e o Governo de maioria absoluta do Partido Socialista só irá atrasá-las e, por consequência, atrasar o nosso país. “Um governo de maioria que reduz a democracia e aumenta a partidocracia”, como diria Francisco Sá Carneiro.

Luís Montenegro e Jorge Moreira da Silva têm, por isso, o que Francisco Sá Carneiro classificou como o grande desafio de “dar às pessoas a esperança nova de que alguma coisa de fundamental pode mudar”.

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