Opinião

Mudar a incompetência socialista

Diogo Agostinho


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Os dados estão lançados. O último partido a decidir qual o líder que apresentaria a eleições resolveu o assunto. Falo do PPD/PSD e da vitória de Rui Rio sobre Paulo Rangel.

Com os diferentes partidos arrumados, é tempo de nos concentrarmos no que realmente importa: mudar este país. Sei que vem aí o Natal, a passagem de ano e um sem-número de eventos (se a pandemia deixar), mas no meio da azáfama que o mês de Dezembro traz, era bom começarmos a prestar atenção ao nosso futuro colectivo.

As notícias não são animadoras. As sondagens são o que são. Mas sobre elas teremos tempo para falar. No entanto, os sinais estão aí e merecem uma resposta assertiva.

O Governo, que prossegue a sua campanha eleitoral a todo o gás, antecipa lançamentos de linhas do PRR. Em força. Com a capa da “reconversão energética”, o Governo já antecipou 90 milhões de euros para Matosinhos, Abrantes e Sines. A urgência não pode esperar dois meses. Tem de ser já, pois, como todos sabemos, nos meses de Dezembro e Janeiro, a administração pública e as empresas estão no seu pico de actividade. Isto sem falar no pequeno detalhe de se estar a correr atrás do prejuízo. Há quanto tempo fecharam ou se sabia que iriam fechar as centrais a carvão de Sines e do Pego e a refinaria de Matosinhos?

A contratação de mais 1300 trabalhadores para fazerem a gestão da execução dos projectos da bazuca também não pode esperar pelo Natal e pelos Reis Magos. Ou seja, o dinheiro vindo da Europa, que está mais para o investimento do Estado do que das empresas privadas, vai ter mais 1300 funcionários, do tipo temporário, para gerirem esse mesmo dinheiro. Não temos, dentro do quadro do pessoal da administração pública, gente competente, com conhecimento e com tempo para fazer a gestão do dinheiro que virá e sairá? Parece que não.

Tudo isto é campanha eleitoral a trabalhar para dia 30 de Janeiro, dir-me-ão. Não, tudo isto é o à-vontade de quem faz como quer e lhe convém e ninguém diz nada. E aqui está o ponto essencial que se discute e sufraga nas eleições legislativas.

Estamos hoje, em plena pandemia, com uma crise política provocada pela esquerda, que desperdiça os nossos recursos e inviabiliza as reformas que se adiam há décadas. Os recursos do Estado, cada decisão tomada pelo Governo, cada futuro projecto, são nossos. É dinheiro nosso, fruto da maior carga fiscal que já tivemos e que todos os meses vemos espremer a última linha do nosso recibo de vencimento, nas bombas de combustível ou nos diferentes produtos sobre os quais carregam o IVA e os outros impostos indirectos.

Este estado do Estado tem de mudar, com urgência. Não para substituir as rosas pelas laranjas. Mas para substituir a incompetência e o imobilismo pela gestão e pelo rigor.

É aí que está a chave da mudança de que precisamos. Não nas promessas nem nas medidas em que já não acreditamos.

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