Opinião

Luís Montenegro? Sim e porquê.

Nuno Piteira Lopes


Os últimos anos do PSD ficaram marcados por uma liderança incapaz de levar o nosso Partido aos resultados que desejámos e que o país tanto precisa. Vivemos tempos de uma liderança fraca para fora e forte para dentro, e os resultados dessa postura, marcada pela perseguição interna e pelo afastamento de alguns dos melhores quadros, não podiam ter sido mais desastrosos. A falta de oposição deu ao Partido Socialista uma maioria absoluta. O PSD falhou com a sua ideologia e, principalmente, com os portugueses, que viverão mais 4 anos de austeridade e de asfixia fiscal.

Não podemos voltar a falhar. A escolha do próximo líder do PSD não é, por isso, uma mera questão de tacticismo político, mas sim uma resposta às necessidades do país. É necessário ter um líder aglutinador, capaz de voltar a trazer para o espaço político os quadros de excelência afastados pelo antigo líder, e que consiga chegar aos portugueses, trazendo-lhes uma nova esperança para o futuro.

Felizmente, as nuvens que pairam sobre o Partido Social Democrata têm data para desaparecer. Dia 28 de maio, independentemente de quem vença as eleições diretas, o PSD será o grande vencedor.

A votos apresentam-se dois quadros válidos, duas pessoas com um percurso político reconhecido e com competências técnicas e políticas para dar ao país o líder de oposição que tanto precisa. Mas qual dos dois é a melhor opção?

Apesar de Jorge Moreira da Silva ser um excelente político, com um passado na liderança da JSD e com antigas funções governativas, como secretário-de-estado e ministro, não construiu ainda o carisma e a notoriedade que lhe permitam ser uma figura central no palco político nacional. O contrário se passa com Luís Montenegro, um dos melhores oradores do PSD, que completa as suas capacidades palestrantes com um vasto conhecimento político e com uma combatividade muito acima da média, valias reconhecidas, de forma brilhante, durante a sua liderança da bancada do PSD na Assembleia da República no dificílimo período de intervenção da Troika. Nesse sentido, vejo na candidatura do companheiro Luís Montenegro como a melhor opção para liderar o partido e a oposição. Acredito, convictamente, que centralizará de novo o PSD como uma alternativa credível e forte ao atual elenco governativo. Será o rosto do combate à austeridade, às injustiças fiscais e combaterá as políticas económicas que empobrecem o nosso país de dia para dia, pois tem o carisma, a coragem, o conhecimento, a determinação e o sentido de estado que um verdadeiro líder de oposição precisa e que tanto faltou.

NPL, presidente do PSD Cascais e Vogal da Distrital Lisboa PSD

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