Opinião

Jogos pela esperança

Bruno Mascarenhas Garcia


O desporto mundial, apesar destes dois anos atípicos marcados pela pandemia, vai, felizmente, voltar a celebrar um novo grande evento internacional. Sou um adepto e seguidor incondicional dos Jogos Olímpicos. Dentro de três semanas, a partir da monumental cidade de Pequim, teremos a oportunidade de acompanhar modalidades espectaculares como bobsleigh, biatlo, esqui alpino, salto de esqui, patinagem de velocidade, entre outras.

Durante os anos que exerci funções como dirigente desportivo, convivi de perto com atletas do programa olímpico. A maior parte do público está longe de imaginar o que representa a preparação de um desportista de alto nível. O esforço, dedicação, sacrifício pessoal e familiar com que pautam a sua vida são merecedores da nossa admiração e de todo o nosso apoio.

Atingir os mínimos olímpicos é na maior parte dos casos um feito de superação pessoal ao qual dedicaram anos da sua existência.

Espero que os atletas portugueses que concorrem nas disciplinas de esqui alpino masculino e feminino, bem como na de esqui de fundo masculino, consigam até ao próximo dia 16 de Janeiro confirmar o seu apuramento, cumprindo o sonho de representar Portugal neste certame. Estou a torcer por eles.

A edição deste ano, depois de PyeongChang 2018 e Tóquio 2020, passa novamente pela Ásia, e agora pela China. Estou com alguma curiosidade de verificar a excelência da organização com que Pequim, que já foi sede dos Jogos Olímpicos de Verão em 2008, nos irá brindar nestes Jogos Olímpicos de Inverno.

Em face da tomada de posição de alguns países quanto ao evento, quero afirmar que sou daqueles que distingue o desporto da política. Revejo-me por isso no discurso do presidente do Comité Olímpico Internacional, Thomas Bach, que declarou que “A Trégua Olímpica é um grande reconhecimento da nossa capacidade para unir os melhores atletas do mundo numa competição pacífica e que está acima de qualquer disputa política”.

É meu desejo que os Jogos Olímpicos de Pequim 2022, a quem temos de agradecer a organização, continuem a honrar uma tradição com três mil anos de paz e civilização. Que seja um grande sucesso e que todos os que entram em competição vejam reconhecido o seu mérito e alcancem os seus objectivos sob a égide de chama olímpica.

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