Opinião

Funchal: Pedro Rodrigues vs. Francisco César

Antecâmara


“O Funchal tem de voltar a dar-se ao respeito!”, por Pedro Rodrigues

O Funchal afirmou-se durante os anos 80, 90 e na primeira década do ano de 2000 como o polo dinamizador do desenvolvimento económico, cultural e social da Região Autónoma da Madeira. Residindo cerca de metade da população da Região no Funchal, foi a partir da sua principal cidade que a Região foi capaz de se modernizar, de atrair investimento e de concretizar o esforço de diversificação da sua economia.

Contudo, a análise dos principais indicadores da Região e do município do Funchal, revelam que nos últimos oito anos a cidade tem perdido população, o rendimento médio dos cidadãos tem-se reduzido e o investimento privado definhado progressiva e preocupantemente perdendo-se no profundo mar de burocracia em que se tornou a Câmara Municipal do Funchal.

Para alguém como eu, que sou um apaixonado pela Madeira, é confrangedor observar um município outrora pujante do ponto de vista cultural, económico e social, encontrar-se atualmente paralisado e descaraterizado.

A autarquia liderada por socialistas travestidos de independentes, tem colocado a governação do município numa tremenda instabilidade em nome dos interesses pessoais e partidários de quem os lidera. O PS mais preocupado com o desenvolvimento do Funchal e com o bem-estar dos cidadãos, tem encarado a liderança do município como um trampolim para fazer oposição ao Governo Regional.

Não se conhece nenhum projeto estruturante desenvolvido pela autarquia, que se tem limitado a gerir a obra deixada por Miguel Albuquerque e Pedro Calado e a surfar a dinâmica dos projetos desenvolvidos pelo Governo Regional no município, como o projeto da Marina do Funchal bem o demonstra.

O que está em causa nas próximas autárquicas no Funchal, é optar entre um projeto de imobilismo liderado pelo PS, ou um projeto de modernidade liderado por Pedro Calado e pelo PSD.

O que está em causa, é optar entre um Presidente do Funchal com experiência profissional pública e privada, um homem cosmopolita e profundamente conhecedor do Funchal e dos seus desafios, ou optar por mais uma marionete do Partido Socialista na Região.

O Funchal precisa de uma liderança firme, assertiva e com visão de futuro.

Pedro Calado apresenta um verdadeiro governo para a cidade, com experiência autárquica, abertura à sociedade civil, (como demonstra a escolha da sua número 2, independente e ex-Presidente da Associação Comercial e Industrial do Funchal), e candidata-se com uma ideia para o futuro do município.

Uma Região, que com sucesso, tem feito um esforço para diversificar a sua economia, representando atualmente o setor da tecnologia e da ciência 13% do PIB Regional, que pretende desenvolver a economia do mar, a aquacultura, assim como outras áreas ligadas ao setor marítimo e à construção naval, necessita de uma liderança com capacidade de coordenar estrategicamente com o Governo Regional as prioridades regionais, mas que afirme a identidade do Funchal.

Tal como Miguel Albuquerque foi capaz durante o período em que foi Presidente de Câmara do Funchal afirmar uma cooperação estratégica com Alberto João Jardim, sem nunca colocar em causa a autonomia e a identidade do Funchal, Pedro Calado não deixará de afirmar o seu município como o polo central do desenvolvimento da Madeira, cooperando com o Governo, mas garantindo que o Funchal se volta a dar ao respeito!

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“Confiança no futuro do Funchal”, por Francisco César

O município do Funchal é a jóia da coroa das eleições autárquicas no arquipélago da Madeira. Com mais de 111 mil habitantes, centro económico, cultural e político da Região, na maior cidade dos territórios insulares portugueses, a disputa pela sua liderança nos próximos 4 anos, entre a esquerda e a direita, afigura-se como fundamental (apesar de não essencial) para os principais partidos na Região e para as suas perspetivas futuras em termos regionais.

Se, por um lado, temos Pedro Calado, que replica na sua candidatura à câmara, a coligação governativa regional PSD/CDS-PP, assumindo-se - ou, pelo menos, presumindo-se - como um homem ligado ao meio empresarial madeirense, um prolongamento do “jardinismo” (nunca se viu Alberto João Jardim tão empenhado numa campanha eleitoral em que não é candidato) de um regresso ao passado absolutista, das obras faraónicas, em que o PSD ganhava tudo, que tendo sucesso, pode projetar o seu nome como um dos possíveis sucessores de Miguel Albuquerque.

Por outro lado, temos Miguel Silva Gouveia, presidente de câmara socialista desde a saída de Cafôfo para a candidatura ao Governo Regional em 2019, mais jovem, reconhecido por ser um homem sério e tecnicamente preparado para função, que lidera uma coligação PS/BE/PAN/MPT/PDR. Consigo traz um património de 8 anos de governação socialista, em que a dívida da autarquia (do tempo em que Pedro Calado foi vereador com o pelouro financeiro) foi reduzida de 100 ME para 30 ME, em que o pagamento aos fornecedores do município passou para apenas 15 dias, os impostos municipais foram reduzidos e o investimento na reabilitação urbana, habitação, educação e nos apoios sociais passaram a estar no centro das preocupações e dos resultados. Aliás, estes resultados ganham maior ênfase quando verificamos que a longa gestão social-democrata do município (33 anos consecutivos) foi alvo de 3 resgastes financeiros por parte do Governo.

Pelo trabalho realizado, pela capacidade de congregar e gerar consensos, por levar a cabo uma gestão camarária que concita rigor na contas públicas e ambição e arrojo, com sensibilidade social, para o futuro do Funchal, tudo indica que, apesar do enorme esforço do poderoso “aparelho” laranja, os socialistas continuarão a governar a maior cidade madeirense.

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