Opinião

Confiança para um futuro melhor

Pedro Veiga


A falta de ímpeto para a resolução de problemas que estão à vista de todos faz a juventude olhar com cada vez mais descrédito para o sistema político, económico e social. É urgente mais acção, pois só assim confiaremos num futuro melhor no e para o nosso país.

No final de 2021, em plena crise pandémica, abriu-se um novo ciclo político em Portugal que envolveu uma nova crise, desta feita uma crise política. Com o Orçamento do Estado de 2022 chumbado, iniciou-se, assim, mais um período eleitoral que aparenta não garantir a governabilidade e estabilidade que o nosso ainda primeiro-ministro ambiciona.

Ainda com as feridas, desgaste e adaptações a novos cenários políticos das eleições autárquicas muito presentes e com toda a direita em processos eleitorais internos (PSD, IL, CDS e Chega), uns mais complexos do que outros, António Costa olha apenas para si só e para o benefício do Partido Socialista. Fechou as negociações, o diálogo, e criou barreiras tanto à sua esquerda como à sua direita, provocando assim este cenário de eleições antecipadas. Este cenário de eleições antecipadas, por si só, já é um cenário que demonstra a irresponsabilidade e a falta de compromisso do Partido Socialista para com o país. Se acrescentarmos a isso o facto de estarmos em pleno pico de casos devido à covid-19, a situação ainda se agrava mais.

Pese embora o efeito negativo que, naturalmente, uma eleição antecipada tem para o país, estas legislativas apresentam uma enorme oportunidade para as novas gerações, começando desde logo pela oportunidade de Portugal se libertar do socialismo mais cedo, mas há muito mais oportunidades que essa. Neste que é o Ano Europeu da Juventude, é importante relembrar que a nossa geração, a denominada geração Z, é, muito provavelmente, a primeira geração que vive em piores condições do que a anterior, e precisamos urgentemente de mudar esse rumo dos acontecimentos, fazendo da juventude uma prioridade da actuação e acção política.

Actualmente, os jovens continuam a ver problemas reais do seu dia-a-dia sem soluções, como o salário médio, que continua demasiado baixo, provocando uma emancipação cada vez mais tardia, ou mesmo os problemas de saúde mental, potenciados pela pandemia, que continuam a crescer. Estes são exemplos reais que continuam com falta de respostas concretas. Além disso, continuamos também com falta de soluções para os nossos problemas colectivos, como as questões ambientais, a transição digital e a demografia.

A falta de ímpeto para a resolução de problemas que estão à vista de todos, faz a juventude olhar cada vez com mais descrédito para o sistema político, económico e social. É urgente mais acção, pois só assim confiaremos num futuro melhor no e para o nosso país.

No distrito de Aveiro confiamos num futuro melhor depois de dia 30 de Janeiro. Confiamos que é possível uma inversão de políticas socialistas que estagnaram o país e hipotecaram a nossa geração. Confiamos que, ao mudar, vamos potenciar o nosso distrito, especialmente com um acesso à saúde mais eficiente e descentralizado, com políticas ambientais fortes que preservem os nossos recursos naturais e com mais e melhores respostas nos transportes colectivos.

Precisamos de uma alternativa ao socialismo instalado, uma alternativa não extremada, moderada e que seja verdadeiramente uma inspiração para os jovens, uma nova ambição para Portugal e uma esperança reforçada no futuro. Só Rui Rio a primeiro-ministro reúne as condições para garantir essa alternativa, que certamente nos trará uma renovada confiança num futuro melhor para os portugueses e para o nosso território.

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