Opinião

Com as poupanças das famílias em máximos históricos, como obter o máximo retorno em três passos?

Gonzalo Pradas


A taxa de poupança das famílias aumentou recentemente e atingiu máximos históricos.

A principal razão é bem conhecida: os confinamentos, que limitaram, e muito, os habituais gastos.

Embora o BCE e os bancos centrais a nível local contassem que parte dessa poupança fosse transformada em consumo como forma de aumentar o PIB (e podemos ter visto algumas provas disso durante o Verão), é certamente aconselhável que as famílias coloquem uma parte das suas poupanças a trabalhar através de investimentos a médio e longo prazo.

Ainda que sejam muitos, os benefícios mais importantes são: aumentar o retorno das poupanças e permitir que as famílias mantenham (ou aumentem) o seu poder de compra, combatendo e vencendo a inflação; atingir os objectivos financeiros definidos, sobretudo para melhorar as reformas, mas também para construir objectivos de vida a médio prazo; e, ao colocarem as poupanças a trabalhar de forma sustentável e regular, estas irão ajudar a promover o reinício (e não a recuperação) da economia europeia de forma mais acentuada e durante mais tempo.

A principal questão é como fazer com que isto funcione. Alguns defendem que os governantes devem arregaçar as mangas e implementar uma estrutura que direccione as poupanças das famílias para investimentos impactantes, ou investimentos em geral.

Do outro lado estão aqueles que defendem que o sector financeiro deveria proporcionar meios e produtos de investimento para todos. Não são apenas os novos bancos, as fintechs e as plataformas digitais que estão a mostrar como fazê-lo, já que os próprios clientes afirmam claramente as suas necessidades: uma gestão de investimentos rigorosa e de excelência, liberdade de escolha, soluções eficientes e rentáveis e o fim das barreiras para poderem investir, tanto a nível dos canais (digital) como de património (sem um valor mínimo e grandes quantias).

Pôr as poupanças a trabalhar através de investimentos financeiros requer três acções que são extremamente positivas para as famílias, mas que raramente são postas em prática:

1) Planeamento: a diferença entre não planear ou criar apenas um plano financeiro simples para o futuro resulta num aumento do rendimento líquido na reforma (como Joachim Klement inteligentemente afirma no seu blogue “Klement on investing”, baseado na obra “Financial Literacy and Planning”, de Lusardi e Mitchell, 2011). Actualmente, para poder criar um plano financeiro simples, quem poupa precisa de ter (ou de receber dos seus bancos e consultores) algum conhecimento financeiro para saber que é preciso poupar e como fazê-lo.

2) Perseverança: já ouviu falar em juros compostos e nos seus efeitos? Poupar e investir recorrentemente exige muita autodisciplina. Pelo menos do ponto de vista operacional, uma plataforma de investimentos deveria ser uma aliada dos clientes e automatizar o investimento recorrente.

3) (Reconhecer e) Diversificar os riscos: deixar as poupanças paradas numa conta bancária é um risco, já que as poupanças, amanhã, valerão menos do que hoje. Mas comprar acções de uma determinada empresa torna as suas economias reféns da gestão dessa mesma empresa, para o bem e para o mal. Investir numa estratégia diversificada, com exposição a diferentes classes de activos e através de participações directas ou de produtos de investimento, como fundos ou ETF, permite tornar os planos de poupança e investimento mais sólidos e ter uma gestão mais rigorosa.

Se tudo isto fizer com que alguém esteja disposto a colocar as suas poupanças a trabalhar, as primeiras duas perguntas a colocar devem ser: quando e como?

- Quando? Agora. É melhor investir hoje do que amanhã. E muito melhor do que investir dentro de umas semanas ou meses. Tentar calcular quando investir é dispendioso, principalmente devido ao custo de oportunidade de ainda não investir. Tendo em conta a duração dos objectivos de poupança e olhando para a quantia final obtida ao chegar à reforma, investir num dia ou noutro tem um efeito residual. Pelo contrário, não começar a investir é muito caro e prejudicial para a reforma.

- Como? E se eu não souber nada sobre investimentos? Comece por ver o que o seu banco lhe oferece. Se tiver conhecimentos, se preferir fazê-lo de forma independente e se o seu banco tiver as ferramentas certas, força! Se precisar de apoio de um profissional e tiver acesso a uma plataforma de investimentos automática de confiança e adequada, não perca tempo!

No Openbank eliminámos as barreiras ao investimento com o Robo-Advisor, o que permite criar contribuições periódicas através de microinvestimentos, para que possa criar um verdadeiro plano de poupança e investimento. Defina carteiras de investimento, mas também objectivos de investimento, com data de início e data de fim, vendo em tempo real como estão a ser atingidos, através de um processo de investimento rigoroso e de excelência que gere os riscos de mercado de acordo com as expectativas dos clientes, implementando as melhores estratégias e mantendo os custos fortemente controlados.

É inequívoco que um banco, hoje em dia, deve responder a estas necessidades dos clientes, que procuram o melhor de uma plataforma digital, mas de forma personalizada e confiável.

PUB