Opinião

CDS-PP Coimbra: Em defesa da verdade

Jorge Alexandre Almeida


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Um recente artigo, publicado neste jornal, sobre o acordo de coligação autárquica, em Coimbra, obriga a um exercício de reposição e defesa da verdade. Porque só assim se pode devolver a honra e a dignidade ao debate político que se pretende sério, verdadeiro e acima de tudo, construtivo.

No CDS-PP, o processo de decisão autárquica é claro e explica-se em breves palavras: no caso de uma capital de distrito, a Concelhia faz uma proposta, a Distrital dá parecer e a Comissão Executiva toma a decisão final. E foi exactamente isso que ocorreu. O presidente da Concelhia assinou o acordo e a Distrital, por unanimidade, emitiu parecer favorável ao mesmo, remetendo-o para a Comissão Executiva que o validou. Ou seja, o processo de decisão é faseado e, claramente, não se esgota na Concelhia, apenas se inicia nessa estrutura, conforme se pode constatar através de uma leitura atenta do Regulamento Autárquico, nomeadamente os artigos 5º e 8º, que devem ser tidos em consideração antes de se emitirem quaisquer juízos de valor ou observações anacrónicas despojadas de razão e verdade.

A fundamentação para um apoio a uma coligação é também clara: só existe possibilidade de ganhar a Câmara de Coimbra e assim retirar o Partido Socialista da governação da cidade, através de uma coligação alargada de partidos com um forte candidato, numa proposta de convergência política ganhadora, inovadora e inédita.

No CDS-PP, honram-se os acordos assinados pelos dirigentes legitimados e eleitos pelos militantes, cumprem-se escrupulosamente os regulamentos, respeita-se a vontade dos militantes e todos os actos são validados, sujeitos a escrutínio e votação nos órgãos competentes.

Alguns, ao longo do tempo, têm produzido comentários jocosos, cobardes e provocatórios para o presidente do partido, que causam embaraço e vergonha a todos aqueles que tentam diariamente construir o partido, pela positiva, projectando-o para o futuro, trabalhando no terreno em condições muitas vezes adversas, para recuperar militantes e eleitorado, para criar estruturas desaparecidas, há décadas, como em Góis e na Pampilhosa da Serra.

No final do Conselho Nacional, o presidente do partido fez a sua intervenção de encerramento, como é habitual, e comentou alguns aspectos menos positivos e críticas que lhe foram feitas e que são naturais em ambiente de debate democrático. Lamenta-se que alguns tenham faltado ao final da reunião, furtando-se assim a ouvir os esclarecimentos que o presidente do partido entendeu, por bem, fazer.

No passado recente, alguns têm feito intervenções indecentes para a direcção do partido democraticamente eleita em congresso e estrutura distrital, seja nas redes sociais, seja em comunicados ou artigos de jornal. Recomenda-se que saiam do espiral de ódio a que se vincularam, trabalhem para o partido, assumam as suas responsabilidades políticas e demostrem que o seu projecto político vai para além da inveja e crítica infundada e exponham que ideias defendem para a comunidade e cidade, ajudando assim a construir uma alternativa política, com os nossos valores e propostas, aberta a todos e onde todos têm lugar e são necessários, em detrimento do recorrente ataque pessoal ao presidente do partido.

A agonia do desespero pelos percursos profissionais falhados e ilusórios dos que procuram, na política, a derradeira salvação para as frustrações, não pode justificar tudo. Repetir uma mentira mil vezes jamais a transformará em verdade. O discurso do ódio e a mentira compulsiva tem sido o padrão a que alguns nos têm habituado. Atacar sistematicamente o presidente do partido mostra bem o carácter miserável e a dignidade dos seus autores. Ou melhor, a falta dela.

O CDS-PP está francamente no bom caminho, como se pode constatar pela participação nos governos regionais dos Açores e Madeira. Internamente, o plano de recuperação financeira levado a cabo, com assinalável sucesso, pela Secretaria-geral, mereceu um voto de louvor no último Conselho Nacional. As perspectivas de aumento de mandatos, nas próximas eleições, geram uma notável mobilização em todo o país. A família CDS-PP está fortemente unida, coesa e a trabalhar activamente.

Tendo o privilégio e a honra de pertencer à direcção nacional do CDS-PP, posso testemunhar, na primeira pessoa, o enorme e indisfarçável orgulho que todos temos no nosso Presidente Francisco Rodrigues dos Santos, que com incansável dedicação e energia infinita se entrega de corpo e alma ao projecto político que venceu o ultimo congresso e que tem cumprido a sua palavra: “O meu escritório serão as ruas de Portugal”. Força, Francisco! Tens o nosso apoio. Incondicional.

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