Opinião

A Iniciativa Liberal deve ser um partido de princípios

Olga Baptista


Muito se tem falado sobre o futuro da Iniciativa Liberal nos últimos dias, fruto das eleições internas do partido. Algumas opiniões desenham sentenças de morte. Embora não tenha uma bola de cristal, posso afirmar que o futuro do partido continuará a ser de crescimento, não fossem os liberais resilientes e focados num objetivo comum, o de construir um Portugal Mais Liberal.

Estou convencida de que há mais pontos que nos unem do que aqueles que nos separam e a prova disso está nos últimos cinco anos. Em apenas cinco anos fizemos um caminho de sucesso. E que caminho de sucesso!

Até agora, a nossa curta história é esta. E é extraordinária. Foi perfeita? Não. Mas é certo que nunca será perfeita. E o que aconteceu até aqui foi excelente e ainda pode e deve ser melhorado. Este foi o momento de se fazer o diagnóstico, sem branquearmos a história que nos trouxe até aqui.

Uma eleição interna com três bons candidatos à Comissão Executiva levou a um debate de ideias, à discussão de melhorias e a uma verdadeira reflexão sobre o partido e sobre o país, permitindo fazer o diagnóstico certo para trabalhar o futuro. Já somos seis mil liberais que saíram do sofá para mudar Portugal.

A Iniciativa Liberal, para crescer ainda mais, precisa de mais organização interna e de mais descentralização. Contudo, o foco, a marca e o sinal distintivo da Iniciativa Liberal é a força com que apresentamos as nossas ideias. É o projeto que temos para Portugal. É o facto de sermos a única força liberal do país, a casa de todos os liberais. É sermos uma luz de esperança num futuro mais risonho, com mais crescimento, mais oportunidades, menos socialismo e livres da ameaça dos extremismos.

O equilíbrio entre a necessidade de coesão e os desígnios da expansão, da transparência e da descentralização deve sempre ser ponderado, mas devemos, sempre, pensar nestas questões sem nunca nos alhearmos do verdadeiro motivo que nos trouxe até este ponto.

Tem-se falado muito do partido de protesto por oposição a um partido de governo. O que a Iniciativa Liberal deve ser é um partido de princípios. Se tivermos de ser oposição, somos oposição pelos nossos princípios. Se tivermos de protestar, protestaremos pelos nossos princípios. Se os portugueses nos chamarem a governar, governaremos com os nossos princípios. E se nos quiserem impor uma solução que abra a porta a qualquer extremismo, os nossos princípios serão a fechadura que impedirá que essa porta se abra.

Quase metade dos portugueses não vota, por princípio, em partidos declaradamente socialistas. Se, nesse espaço, formos a única força que é travão ao populismo e ao extremismo, não só estaremos bem porque estamos com os nossos princípios como seremos também, neste enorme espaço político e também nos demais, o derradeiro e decisivo bastião da liberdade em Portugal.

Nunca esqueçamos a ideia que acalenta os milhares de “mãos invisíveis” que construíram a realidade que é hoje a Iniciativa Liberal: essa ideia é a ideia de um país com menos Estado, com mais cidadania, mais iniciativa, mais oportunidades, mais liberdade para ser, para fazer, para sentir, para escolher, para construir, para viver. A ideia de um país livre e solto das amarras de um socialismo que nos oprime. A ideia de um Portugal Mais Liberal.

Seguimos juntos, Todos pelo Liberalismo.