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Etiqueta: editorial

O BCE só peca por vir tarde

Está tudo errado. O BCE tornou a subir as taxas nesta semana, fixando as Euribor que encarecem os créditos à habitação acima dos 4% pela primeira vez desde novembro de 2008. E caiu-nos o céu em cima da cabeça. Mas era assim tão inesperado? O que não é normal é as taxas de juro (preço do dinheiro que pedimos emprestado e que se paga como qualquer outro bem ou serviço) estarem a zero ou negativas. O que não é normal é os bancos, cujo principal negócio é o crédito, ainda terem de pagar a quem pede dinheiro emprestado para comprar casa ou férias, para investir em negócios próprios ou saldar contas...

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Elixir para carecas cabeludas

António Costa entrou em campanha orçamental e para inaugurar a saison decidiu fazer anúncios – que é, afinal, a sua maior especialidade nos dias que correm. Ainda mais quando está em casa, como aconteceu nesta passagem pela Academia Socialista em que veio desvendar alguns bombons que pretende atirar-nos no Orçamento do Estado. Quando não está a fazer anúncios – ou a repeti-los –, opta por ficar calado perante a constatação da sociedade de que vendeu mais um melão amargo e oco, como quem está profundamente convicto de que não tem de prestar contas a ninguém e muito menos ao chefe do Estado, ainda...

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Está tudo bem na saúde – já dizia Marta Temido

Médicos, diretores de serviço e até o bastonário lançam alertas sucessivos sobre o estado da saúde em Portugal, há demissões em bloco e escusas de responsabilidade dos profissionais da área como nunca antes, as listas de espera continuam a exceder quaisquer prazos aceitáveis e a falta de recursos materiais e humanos nas unidades de saúde tem feito os profissionais fugir a sete pés dos hospitais públicos. Mas depois vem o ministro Pizarro, diz que está tudo bem e acredita – ou quer convencer-nos – que é mesmo assim. Caso arrumado. “Estou absolutamente convencido” que a obstetrícia do Santa Maria...

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Pobres os portugueses que vivem no país do PS

O problema é quando se tira os óculos cor de rosa e se vê o país como ele está. O passar dos anos tem destas coisas, começa-se a ver mal, tem-se a certeza de estar certo e toma-se todos os outros por tolos. E tende-se a refinar defeitos e teimosias. Não será por isso de estranhar que Costa e seus companheiros acreditem mesmo no que dizem, quando defendem que o país está “muito melhor”, apesar de um terço dos portugueses ter menos do que o salário mínimo para viver e muitos morarem em casas sem dignidade (os mais velhos) ou não conseguirem sair da morada dos pais (os mais novos). Quando garantem...

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