Pressão aumenta: TAP encosta pilotos à parede
Nova ronda para redução de efectivos arranca com ameaça de despedimento colectivo a pairar. Direcção do sindicato de pilotos pode cair já na segunda-feira.
A TAP decidiu arrancar com um novo programa de medidas voluntárias para a saída de trabalhadores, depois de não ter conseguido, numa primeira fase, alcançar o número previsto de redução de efectivos através desse mecanismo. Cerca de 690 trabalhadores candidataram-se e foram aceites na primeira ronda, que decorreu em março, mas o número é insuficiente. A pressão para acertar com os números desenhados no plano de reestruturação da empresa e as saídas de quadros em várias áreas têm causado tensão entre os trabalhadores, sobretudo entre os pilotos.
“A maioria das companhias aéreas estão a aplicar cortes salariais de 40% aos pilotos, mas são cortes que estão indexados à retoma das companhias. No nosso caso, o corte é de mais de 50% e é um corte absoluto. Numa altura destas, o corte até podia ser de 60%, que nós aceitávamos, mas teria de ser com ajuste à procura, com um valor negociado para a retoma da actividade”, começa por explicar ao NOVO um dos quadros da empresa.
Leia o artigo na íntegra na edição impressa do NOVO, nas bancas a 16 de Abril de 2021.