Caso Lacerda Machado: CDS exige esclarecimentos do Governo

Em reacção à capa do NOVO, Filipe Anacoreta Correia afiança que o CDS não exclui tomar diligências no âmbito parlamentar, se o executivo não clarificar totalmente a situação do advogado, amigo de António Costa. Que fez lobbying para uma empresa do consórcio que vai investir 3,5 mil milhões de euros em Sines, enquanto ainda era administrador não executivo na TAP.

O presidente da mesa do conselho nacional do CDS, Filipe Anacoreta Correia, quer explicações do Governo sobre o caso do advogado Diogo Lacerda Machado, que ainda era administrador não executivo na TAP, e já fazia consultoria à empresa Pioneer Point Partners, do consórcio que vai investir 3,5 mil milhões de euros em Sines, num megacentro de processamento de dados. A acumulação de funções, denunciada pelo NOVO, levanta todas as dúvidas ao CDS.

“À mulher de César e ao amigo de César, já agora, não basta ser. Tem também de parecer”, afirma ao NOVO o dirigente democrata-cristão, aludindo ao facto de Lacerda Machado ser amigo de longa data do primeiro-ministro, António Costa. Por isso, Filipe Anacoreta Correia defende que o “assunto tem de ser totalmente esclarecido. Veremos se o governo se prontificará para o esclarecer. Caso contrário, ponderamos ter iniciativas que podem incluir iniciativas do âmbito parlamentar”, assegura o também ex-deputado ao NOVO.

Para Filipe Anacoreta Correia “é perfeitamente legítimo perguntar se as empresas, quando procuram este perfil [como o de Diogo Lacerda Machado], não o procuram precisamente porque tem uma proximidade relativamente ao poder. Isso levanta dúvidas de transparência e de garantias”.