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AUTOR

Rui Rocha

user4035@novopt.pt


O algoritmo é a verdade, meus irmãos

António Costa viu-se assim perante o desafio de encontrar outra solução que lhe permitisse continuar a descartar responsabilidades. É aqui que entra o algoritmo, utilizado em estreia pela secretária de Estado da Protecção Civil, a propósito da área ardida no Parque Natural da Serra da Estrela, mas que pode ser invocado a partir de agora sempre que for necessário.

Nem morto nem enterrado

1 – O PS não aprende. Primeiro, foi incapaz de renovar-se, tendo incluído vários socráticos no Governo, numa demonstração óbvia de falta de respeito pelos portugueses. Depois promoveu uma situação de nepotismo declarado com dezenas de relações familiares dentro do próprio executivo. Agora persiste em nomeações que revelam uma inaceitável promiscuidade.

Três mensagens do PS aos portugueses

Como várias vozes já sublinharam, assiste-se assim a uma curiosa inversão de papéis. Figueiredo, que tinha contratado Medina como comentador da TVI, é agora recrutado pelo actual ministro das Finanças. Este movimento levanta óbvias questões éticas. Mas, além disso, enquadra-se no contexto de muitas outras decisões e sinais que passam três mensagens fundamentais do PS ao país:

O Abominável Homem do Rato

Se nos deslocarmos para sul no continente americano poderemos chegar à Venezuela onde, ainda antes de Hugo Chávez aparecer sob a forma de passarinho a Nicolás Maduro, já circulavam desde o século XIX histórias assustadoras sobre o Assobiador, uma alma penada que assombra planícies carregando às costas um saco com ossadas enquanto, lá está, assobia.

Se viste “Anatomia de Grey”, o teu país precisa de ti

Durante muito tempo, acreditou-se que as políticas socialistas teriam tal potencial de transformação da realidade que, se fossem aplicadas durante um período adequado de tempo num deserto, acabariam por provocar uma grave escassez de areia. Ora, se sobre a falta de areia não temos ainda em Portugal informação suficiente, há já evidência que nos permite afirmar, sem receio de errar, que os governos de António Costa, em apenas sete anos, conseguiram provocar uma grande falta de médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), de professores na escola pública e, mais recentemente, de polícias nas esquadras.

Nova teoria do caos

Note-se que a produção do efeito final, nesta versão clássica da teoria do caos, dependia sempre da existência de um impulso inicial, por mínimo que fosse. Para que o furacão ocorresse, bastaria o levíssimo bater de asas da borboleta, mas sem o bater de asas não existiria furacão. Ora, o que os extraordinários avanços científicos da governação de António Costa vieram demonstrar é que é possível gerar o caos sem fazer nada. Mais: não só não é necessário o tal impulso mínimo de energia inicial como o caos será muito maior precisamente na ausência de qualquer impulso. Veja-se o caso da saúde. Perante problemas absolutamente previsíveis, António Costa optou por deixar andar. Consequência? O caos. Mas estaremos perante um caso isolado, situação em que seria abusivo generalizar para a formulação de uma lei científica? Não, não. Olhe-se para a educação. Era ou não era previsível que iriam faltar professores? Era, sim senhor. E o que fez António Costa? Lá está: nada. Resultado? O caos. E o que acham que vai acontecer no financiamento do ensino superior? Pois, exactamente.

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