É o retomar da tendência que se vinha registando há vários meses neste indicador e que havia sido interrompida no mês anterior. Em cadeia, a inflação foi de 1,1%, o valor mais elevado desde março deste ano.
A zona euro cresceu menos do que se pensava no segundo trimestre, tendo visto o seu PIB avançar apenas 0,1%, ou seja, abaixo dos 0,3% inicialmente reportados. Em sentido inverso, a estagnação do primeiro trimestre foi revista em ligeira alta para 0,1%.
As notícias de problemas na segunda maior economia do mundo têm sido abundantese os dados macro de julho não deixam grande margem para interpretações positivas. Ainda assim, vários analistas contextualizam os números no ciclo chinês e comparam-noscom os de outras economias para argumentar que os medos de um colapso são exagerados. O consumo continua a aguentar em sectores-chave e os mercados financeiros não mostram stresse, deixando interrogações sobre a real magnitude das dificuldades.
A subida já havia sido praticamente confirmada por Christine Lagarde e é agora tornada oficial, colocando a taxa de referência em 4,25%. O mercado estará atento à conferência da presidente do BCE, à procura de sinais quanto ao caminho da política monetária na segunda metade do ano.
O organismo cita a melhoria da inflação e a maior resistência do sector terciário europeu e do consumo norte-americano como as principais razões para a revisão em alta. No entanto, os riscos são sobretudo negativos.
O sector do medicamento é visto como um dos vectores da afirmação industrial nacional, tendo crescido nas exportações e com um potencial assinalável, dada a tendência de relocalização europeia. Ainda assim, falta algum apoio do Estado em factores-chave, como na comparticipação aos utentes e na definição das estruturas críticas para o país, diz Nuno Flora.