João Paulo Sousa: “O que faço tem uma missão, e eu decidi aceitar cumpri-la. Portanto, é para levar até ao fim”

João Paulo Sousa concretizou a difícil transição de revelação para certeza na televisão portuguesa. O apresentador da SIC tem estado envolvido numa variedade de projectos do canal. Também trabalha em rádio e representa, mas não se fica por aí, o que implica uma boa gestão do tempo, algo pelo qual diz ser obcecado. Sobre a ascensão na sua carreira, afirma que assentou, em grande parte, em ser ele próprio. Assume não ter medo de trabalhar e destaca que se entregava da mesma forma se tivesse outra profissão.



Tem 34 anos, mas já o vemos há muito tempo na televisão. Foi subindo gradualmente os degraus na sua carreira como apresentador e conquistou a oportunidade de, ainda tão jovem, trabalhar no daytime e nos domingos à noite da SIC. Como encarou essa responsabilidade?

Foi uma coisa que gradualmente foi acontecendo, não foi algo em que acordei um dia e, de repente, fiz a transição. Acho que a primeira vez que fiz daytime foi aos 27 anos, nas férias do João Baião. Lembro-me que, na altura, fui pesquisar sobre pessoas tão novas que tivessem feito o daytime e o que descobri foi... que não fizeram. Isso, na verdade, foi uma coisa óptima. Além de ter sido uma grande confiança por parte do canal, foi óptimo porque me deu esse espaço para ser eu próprio. Não havia um caminho já definido por alguém que eu pudesse tentar percorrer, tinha de fazer o meu próprio caminho. Isso foi muito interessante, foi algo que progressivamente, ao longo dos anos, me foram dizendo, e eu fui aprendendo a ouvir, porque é muito difícil de ouvir esta ideia do “sê tu próprio”. Lembro-me que o Daniel Oliveira puxava muito por mim nesse sentido. Nos Globos de Ouro, por exemplo. Fiz quatro ou cinco anos de Globos de Ouro, na sala dos nomeados, que é um banquete, numa noite cheia de glamour, e estou lá eu a dizer as maiores barbaridades, a acrescentar um bocadinho de humor num evento que normalmente é mais sério ou mais formatado. Sempre gostei de explorar isso e dessa liberdade, e fui aprendendo a gerir essa liberdade. Foi algo gradual.

A sua experiência no “Curto Circuito” teve um papel importante na passagem para a SIC generalista? Deu-lhe uma boa bagagem?

Importantíssimo. Foi a minha maior escola, de longe. Tinha acabado a Escola de Actores quando fui fazer o “Curto Circuito” e estava ainda com esta ideia de que seria actor, que esse seria o caminho, e no “Curto Circuito” descobri a magia do que é fazer directos, que não tinha feito. Tinha feito o “Morangos com Açúcar”, tinha feito o “Disney Kids”, tinha feito uma novela ou outra, mas foi no “Curto Circuito” que pude principalmente experimentar, que pude errar, pude brincar. Deram-me essa liberdade toda e isso foi brutal. Estar cinco anos num programa em que, normalmente, as pessoas até estão menos tempo do que isso e afunilam mais e solidificam a sua personalidade... eu pude mesmo construí-la de raiz. Cheguei lá e, nos primeiros tempos, ainda apresentava o “Disney Kids”; depois estava a ver se era o Rui Unas, o Bruno Nogueira, o Fernando Alvim, o João Manzarra; e depois decidi ser eu, porque dava muito trabalho estar todos os dias a imitar alguém. Foi um processo de uns meses de adaptação até descobrir, “vou experimentar isto e vou errar muitas vezes e vou construir isto dia após dia”, com o feedback imediato das pessoas que viam, com o feedback imediato das pessoas que faziam parte do programa, que fizeram a história toda do programa, que é dos mais longos da televisão portuguesa. Portanto, é um programa que tem essa sorte de ter pessoas que sabem o que estão a fazer, sabem dirigir, mas nunca me limitaram demasiado. Aliás, deram-me total liberdade. Este sentido da minha vida mais virada para daytime foi algo que pude construir a 100%, porque podia ser 200% mais alternativo e seria bem aceite ali, e teria espaço para o fazer. O “Curto Circuito” foi mais do que uma escola, foram os meus pais, foi uma casa.

O que sentiu quando o convidaram para fazer as férias do João Baião no “Grande Tarde”?

A minha primeira ideia é sempre esta: como é que o vou fazer e o que vou fazer. É pensar como; não fico parado a adorar o convite ou a meta alcançada, passo imediatamente para a acção. Rapidamente cheguei à conclusão de que substituir o João Baião é algo que não existe. Ninguém faz o que ele faz, portanto, teria de fazer a minha versão e foi isso que fui tentar descobrir. Sem medos, sem grandes amarras. A parte boa de não ter essa carreira gigante atrás, esse nome, e todas as pessoas me conhecerem, é que há um espaço gigante para surpreender. E qualquer coisa que se faça, em princípio, vai surpreender. Era só fazer bem e ser consistente nisso. Foi algo que aprendi no “Curto Circuito” e, depois, nas nossas vidas pessoais também, a maturidade traz isso. O que nós fazemos consistentemente é o que somos. Quando não nos vergamos perante uma opinião menos positiva sobre algo, porque somos aquilo, passado algum tempo, as pessoas aceitam que somos assim.

Sei que considera o João Baião um ídolo. Como é trabalhar semanalmente com ele?

É cansativo, porque ele tem muita energia. [risos] Agora, já não penso tanto nisso, porque já lá vão dois anos, semanalmente, tantas vezes na “Casa Feliz” e noutros projectos que tenho feito com ele. Às vezes paro para pensar nisso. Estou a apresentar um programa com ele e fico a ver televisão, “ah, olha aqui o João Baião”, mas tenho de seguir em frente porque estamos em directo. Claro que tenho esses momentos, e claro que ele é um ídolo de Portugal, não é só meu. É uma das pessoas mais queridas, pela sua personalidade e por ter sido consistente na sua personalidade ao longo destes anos todos. Mas o que tenho tirado mais desta relação com ele é aprender, e aprender não é como fazer o mesmo, é como construir uma carreira e solidificar algo tão sério. É a tal consistência. Estar todos os domingos ali, todos os dias na rádio, estar não sei quantos dias por mês a fazer espectáculos, estar há 15 anos a fazer isto consistentemente. Esse é um dos meus segredos.

Sente que tem uma missão a cumprir com os espectadores dos seus programas, de ser uma companhia e levar-lhes alegria, felicidade?

Sim, é uma missão. É algo que tenho muito na cabeça. Vou confessar-lhe: às vezes, oscila. Há momentos em que penso que há tantas coisas chatas no mundo, e pessoas que têm profissões que realmente mudam o mundo, que têm atitudes que mudam o mundo, que são efectivamente catalisadores dessa mudança. Nesses momentos penso se aquilo que faço é assim tão impactante nas vidas das pessoas, e depois vem o feedback. Chegam mensagens e testemunhos, coisas que nos fazem pensar que realmente fazemos a diferença na vida de alguém. No outro dia fui ao “Casa Feliz” surpreender um miúdo que tem uma paixão pela rádio e pela televisão e que criou a sua própria rádio. A maneira como ele falava, como me fazia perguntas sobre o que faço e se deslumbrava fez-me perceber isso. Sim, isto pode não mudar a vida de alguém, mas pode realmente melhorar a vida de alguém. Tenho muito essa consciência quando estou a trabalhar. Sempre tive, mas acho que tenho cada vez mais, porque o público vai-se alargando cada vez mais também.

O “Domingão” é um bom exemplo disso? Fica a ideia de que se cria uma ligação e uma proximidade com os telespectadores, que há um impacto na vida das pessoas.

O impacto é brutal. Sinto isso na rua todos os dias. As pessoas que vêem aquilo tem uma proximidade com o programa... acho que é isso que distingue o programa, honestamente. Não é novidade dizer que o programa não veio rasgar com o tipo de conteúdos que se praticam actualmente na televisão, mas diferencia-se por causa disso, por essa energia que se cria entre as pessoas que trabalham, que se respeitam, mas que não se levam demasiado a sério, e brincamos imenso, e depois leva-se isso para as pessoas que estão a ver em casa. Ir a uma consulta com a minha mulher sobre planeamento familiar, sobre o bebé, e ter uma senhora a falar comigo sobre o programa é das coisas mais inesperadas. Vê-se isso de Lisboa a qualquer outro ponto do país, é um sinal desse impacto. É isso que faz reforçar a ideia de que eu tenho de acordar cedo ao domingo e deixar de estar com a minha família e com os meus amigos. Isto tem um propósito e tem uma missão, e eu decidi aceitar cumpri-la. Portanto, é para levar até ao fim.

Qual foi o programa que mais gostou de fazer até hoje na televisão?

O “All You Need Is Love” é, de longe, o que mais gostei de fazer nos últimos 15 anos. Foi muito especial por várias razões. Acho que pela altura da minha vida em que aconteceu, mas o formato do programa também me permitiu fazer algo que nunca tinha feito. Alguém que me conheça um bocadinho melhor pode saber, mas a maioria das pessoas não sabem desta história de eu ter muitos sentimentos em geral e de não querer esconder mais isso. Acho que deve ser mostrado, acho que a televisão deve ter isso. Sempre fiz televisão com isso e geri a minha vida com isso, mas, desta forma tão aberta, dificilmente. O programa “Era o que Faltava”, na Rádio Comercial, também me ajudou a fazer isso, a abrir-me mais, a expor-me mais, a ressignificar a vulnerabilidade, que não é necessariamente uma fraqueza, mas pode ser uma força se estivermos bem com isso. É importante desconstruirmos na sociedade esse preconceito de ter um homem a mostrar sentimentos. Aprender com a Fátima Lopes, viajar pelo país, surpreender pessoas, juntar pessoas. O “All You Need Is Love” tinha tudo o que eu gostava. Depois, teve o bónus máximo de que fiz 90% do programa a sair de casa a pensar: “Vou ser pai um dia destes.” Foi durante o programa que descobri e é algo que nos muda a vida. Só por causa disto, já saía de casa com outro brilho. Houve surpresas no programa que envolveram bebés, e essas mexeram muito comigo. O programa surgiu na altura certa, no momento certo.

Cerca de um ano depois de passar da Cidade FM para a Rádio Comercial, onde apresenta o programa “Era o que Faltava” juntamente com Ana Delgado Martins, que balanço faz?

Cresci tanto. Tornei-me melhor pessoa e melhor apresentador. Também aprendi isso no “All You Need Is Love”. Nos Globos de Ouro encontrei o Manuel Luís Goucha e ele disse-me que ter este balanço na minha vida de diariamente fazer rádio e televisão, fazer espectáculos, me está a fazer crescer de uma maneira que poucas pessoas com a minha idade têm essa oportunidade. Ele disse-me: “Eu próprio gostava de ter tido oportunidade de fazer algo deste género, porque estás a ganhar uma base e a solidificar.” Realmente, ele tem razão. Quando faço esse balanço de estar há um ano a apresentar o “Era o que Faltava”, no outro dia fui contar e já fiz 217 programas. Entrevistei 217 pessoas que não são qualquer pessoa. Por exemplo, entrevistei o Ruy de Carvalho, economistas de alto gabarito que vieram falar de conceitos que nem conhecia. Aprendo todos os dias naquele programa. Aquele programa é só sobre isto: aprender e ser melhor pessoa. Tem sido brutal. E aprendi uma coisa que, às vezes, é difícil, e na televisão nem sempre há tempo para isto: aprendi a ouvir. É um conceito que parece muito simples, mas não é nada. Ouvir uma pessoa numa conversa é mesmo muito complexo.

Tenho também um orgulho enorme em estar numa rádio que é líder há dez anos e tem uma equipa de pessoas que não há como não admirar pelos percursos que têm. Como cada um tem o seu horário e este programa acontece ao final do dia, lembro-me que estou na Comercial uma vez por semana - que é quando temos as reuniões de estratégia, de apresentação dos resultados, para definir metas para os próximos tempos, falar sobre campanhas -, quando chego à sala e estão lá o Vasco Palmeirim, o Nuno Markl, o Pedro Ribeiro e aquela malta toda. Percebo que não importa quantos anos têm de rádio e há quantos anos a Comercial é líder: têm de continuar a ter ambição e a definir estratégias. Sentir-me parte daquela equipa uma vez por semana é algo que me dá uma pica do caraças.

Se o espaço e o tempo não fossem um entrave, qual era o seu entrevistado de sonho no “Era o que Faltava”?

O Jim Morrison, mas acho que ele ia ser um péssimo entrevistado. Provavelmente, a entrevista que mais se enquadraria no “Era o que Faltava” e que realmente é alguém que admiro, e com quem gostava muito de ter tido oportunidade de conversar, era o Nelson Mandela. Aquele programa é muito sobre histórias de vida e poucas pessoas no mundo têm a história de vida dele. Ia ser uma grande conversa, muito emotiva, de certeza.

Já participou em diversos trabalhos na representação. O que lhe traz a representação de diferente face à apresentação?

É completamente diferente. Puxa coisas completamente distintas dentro de mim. É outro tipo de dar, tenho de dar outras coisas. Gosto de representar, muitas vezes, para me soltar dos hábitos que já existem da apresentação. Mas, honestamente, a apresentação está muito mais consolidada na minha vida e na minha carreira. É para onde olho muito mais neste momento. É mais prioritária na minha vida.

Um dos seus projectos na representação foi a série “O Atentado”, uma das produções recentes da RTP, que gerou bastante interesse por todo o contexto histórico que tem.

Acho que foi o que mais gostei de fazer como actor.

As localizações eram reais, uma excelente produção. Interpretou um agente da PIDE. Como foi a experiência de ser transportado para uma época diferente?

Foi assustador dar corpo àquela realidade que já se viveu em Portugal. Parece distante, mas não é assim tanto se pensarmos em termos históricos. É uma realidade que está muito próxima. Às vezes, ainda se sentem pedaços dessa história presentes no dia-a-dia, porque há coisas que passam de geração em geração e são difíceis de limar. Ir gravar àqueles sítios, ter aquele cuidado de ter roupas da época... O realizador era uma pessoa que adoro, é incrível, o Jorge Paixão da Costa. Ele é obcecado em ir ao detalhe. Quem escreve aquilo é o Francisco Moita Flores, alguém superdedicado, que sabe construir essas histórias. Estar nesses sítios, vestido com aquela roupa, a praticar os actos de violência que se praticavam ali, porque estava muito próximo disso... Ainda por cima, a minha personagem era real, grande parte das personagens eram reais. Havia uma energia muito estranha que se criava e que, às vezes, era dolorosa de libertar. Era um turbilhão de emoções viver aquilo. Acho que nunca tinha vivido num ambiente de trabalho de ficção assim.

O dia normal tem 24 horas, mas o seu parece ter mais tempo, tendo em conta a quantidade de projectos em que está envolvido e a que se dedica. Suponho que requer uma gestão de tempo muito precisa e, acima de tudo, continuar a mostrar essa vontade e energia.

Se há coisa em que me tornei especialista nestes 15 anos foi em gerir tempo e gerir energia, e ainda tenho de ser melhor a fazê-lo. O público é esse motor de energia quando a minha energia está mais em baixo. Aprendi a fazê-lo tão bem que também faço essa gestão em casa. Ter 15, 16 horas de trabalho diárias faz com que chegar a casa seja um momento para descansar, mas, depois, penso que também não pode ser a minha mulher a pessoa prejudicada por isso. Tenho de ter energia para estar com ela e fazer coisas com ela. É daí que vem a gestão do tempo. Sei que, neste momento, estou a fazer isto, e que a seguir vou fazer isto e aquilo, sei que tenho de definir tempo para isso e gerir o meu próprio tempo e energia. Às vezes, quando estou a deslocar-me de um projecto para o outro, é o tempo para pôr a minha energia no zero, fazer um reset, dormir dez minutos, por exemplo. Também não sou muito bom a dizer que não e, às vezes, acumulo demasiadas coisas, mas tenho sido cada vez melhor a estabelecer prioridades na minha vida. Até dentro do meu dia tenho prioridades, defino um top-3. Mas sou obcecado com esta gestão de tempo e energia.

Sei que, numa fase inicial do seu percurso profissional, chegou a enviar o currículo para um supermercado. Como também se pode constatar pelo seu percurso, pela versatilidade e entrega que tem aos seus projectos, é seguro afirmar que não vira a cara à luta e que a determinação e a força de vontade são duas das suas principais características?

Sim, são. Tenho a certeza. Tenho reconhecido isso cada vez mais. É nessas alturas difíceis que vejo o que fiz. O facto de o meu background não ser daqui, nem de Lisboa nem deste meio, também me ajuda muitas vezes a ter outro olhar sobre isto. Ir a casa dos meus pais ajuda-me muitas vezes a pensar que está tudo bem, que não é assim tão grave. Nessa altura que falou, em que acabei o “Morangos com Açúcar” e fiquei um mês ou dois sem nada antes de começar o “Disney Kids”, lembro-me que percebi imediatamente que devia mandar um currículo para um supermercado, ir trabalhar para qualquer sítio. Antes de vir para cá, aos 17 anos já tinha trabalhado nas obras, numa fábrica de telha, numa casa mortuária, numa agência funerária, já tinha feito de tudo. Trabalhar não me assusta nada. Dá-me muito esta perspectiva de quando nos queixamos porque não estamos a fazer outros trabalhos. Eu podia estar a fazer outro trabalho e, se estivesse, fazia com a mesma entrega. Se é para fazer, é para dar o meu melhor. Cada vez mais faço isso em todos os meus projectos. Vou para casa e durmo bem porque, correndo bem ou menos bem, fiz o melhor que consegui.

Como já referiu, vai ser pai em breve. Pode dizer-se que está na melhor fase da sua vida, tanto a nível pessoal como profissional?

Claramente estou, até porque estou a aprender a aceitar o tempo, a dar valor ao que acontece. Quando estamos a crescer temos muito a urgência da afirmação, de nos reconhecerem. Estou cada vez mais tranquilo com isso, e o facto de estar a tranquilizar a velocidade a que o tempo corre também me dá tranquilidade. A tranquilidade dá confiança, a confiança dá segurança, a segurança transmite-se no trabalho. Antes, se fosse fazer um novo trabalho ficava superansioso por ser um novo trabalho. Agora, não. No outro dia ligaram-me à uma da manhã para ir apresentar um programa às nove horas. Há uns anos, isso ter-me-ia dado ansiedade. Nesse dia atendi o telefone e o Daniel Oliveira disse-me que precisava de mim de manhã. A minha lógica imediata foi: é o Daniel Oliveira que me está a ligar, ele é o director do canal para o qual trabalho, é a pessoa que conheço que sabe mais de televisão, logo sabe o que está a fazer, tem razão, confio nele, portanto, se ele acha que sou eu, sou eu. A seguir a esse telefonema fui dormir e de manhã fui trabalhar. Houve ansiedade, mas foi ínfima.

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