Um ano depois, regime talibã continua afastado da cena internacional

A prometida imposição da xaria afastou o regime afegão dos seus doadores e da ONU. O orçamento para este ano é 34% inferior ao de 2019.



Sem qualquer oposição tanto das forças armadas afegãs como das cansadas tropas dos Estados Unidos - às quais o ex-Presidente Barack Obama prometera o regresso em 2009, antes de reforçar o contingente ali deslocado em 2010 -, as forças talibãs reapoderaram-se de Cabul a 15 de Agosto do ano passado, 20 anos depois.

A caótica debandada geral de quase todos os estrangeiros - a embaixada russa foi das poucas que se mantiveram - não resultou num banho de sangue, ao contrário do que antevia a maioria dos observadores. E os talibãs contribuíram mesmo para que os poucos atentados registados, perpetrados por grupos próximos do Estado Islâmico (sunita), deixassem rapidamente de acontecer.

Desde a primeira hora - e já depois de o Presidente afegão, Ashraf Ghani, ter fugido para Abu Dhabi -, o novo regime disse ao que vinha: iria implantar a xaria (lei islâmica), pedir o reconhecimento de um seu representante junto da Organização das Nações Unidas (ONU) e normalizar as relações com a comunidade internacional (nomeadamente na expectativa de manter boas relações com os doadores).

Nada feito: Washington congelou de imediato cerca de 7 mil milhões de dólares em reservas afegãs estacionadas em bancos norte-americanos, os doadores suspenderam ou reduziram drasticamente a sua ajuda ao país - pouco depois, a ONU pediria para que a decisão fosse revista, pelo menos em parte - e o regime continuou banido das Nações Unidas.

Leia o artigo na íntegra na edição do NOVO que está este sábado, dia 13 de Agosto, nas bancas.

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