Supremo dos EUA reverte Roe vs. Wade e elimina o direito constitucional ao aborto

A decisão vai afectar a vida de milhões de mulheres no país. O aborto deverá passar a ser proibido em cerca de metade dos estados americanos.



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O Supremo Tribunal dos Estados Unidos aprovou esta sexta-feira a reversão da decisão no caso Roe vs. Wade, eliminando assim o direito constitucional ao aborto nos Estados Unidos quase 50 anos depois de ter sido estabelecido, avança o The New York Times.

Esta decisão histórica vai ter um forte impacto social e político nos Estados Unidos e vai afectar a vida de milhões de mulheres no país.

A reversão da decisão no caso Roe vs. Wade abre caminho para que o aborto seja proibido em cerca de metade dos estados americanos, um cenário que se afigura como provável. Aliás, 13 dos 50 estados têm leis que prevêem a proibição imediata do aborto em caso de reversão da decisão no processo Roe vs. Wade.

Na decisão desta sexta-feira, seis juízes conservadores do Supremo votaram para reverter Roe vs. Wade e três juízes liberais votaram para manter o direito constitucional ao aborto. “Sustentamos que a Constituição não confere o direito ao aborto... e que a autoridade para regular o aborto deve ser devolvida ao povo e aos seus representantes eleitos”, lê-se no texto da decisão.

Desses seis juízes do Supremo que votaram a favor da reversão, três foram nomeados por Donald Trump — um indicador do legado deixado pela Presidência de Trump, que prometeu nomear para o Supremo juízes que revertessem a decisão Roe vs. Wade.

A reversão de Roe vs. Wade era esperada desde o início de Maio, quando o Politico publicou um rascunho do Supremo dos Estados Unidos que sinalizava a intenção dos juízes de anularem o direito ao aborto.

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