Sem certificado de vacinação, trabalhador italiano não entra

Até ao fim do ano, e se não quiserem ter falta injustificada, os trabalhadores italianos estão obrigados a apresentar o “passe covid”. Por cá, os sindicatos não aprovam, apesar dos patrões quererem seguir o exemplo.



Nas bocas do mundo há um mês, o chamado “passe verde da covid” começou a ser exigido aos trabalhadores italianos esta sexta-feira. Quer sejam funcionários públicos ou do sector privado, os assalariados que não apresentarem o passaporte sanitário têm no horizonte faltas injustificadas, multas e no limite a suspensão temporária do emprego. Despedimentos estão fora de questão, segundo a ministra do Trabalho que apresentou a medida como uma forma de “aumentara segurança no local de trabalho”, numa altura em que o primeiro país europeu a ser fustigado pelos primeiros surtos de covid-19 tem 75% da população imunizada.

Digital ou em papel, o certificado pode demonstrar a toma das duas doses da vacina anti-covid ou o resultado negativo de um testes de diagnóstico realizado com pelo menos 72 horas de antecedência.

Por cá, apesar da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) defender a implementação da medida, o Código do Trabalho estipula que as entidades empregadoras não podem “recolher nem registar directamente dados de saúde dos trabalhadores, nem sequer ter conhecimento deles”, impedindo à partida que os patrões possam vir a solicitar o passaporte sanitário.

Defensor do certificado digital, o Presidente da CIP já tinha vindo alertar que só uma alteração da lei ou uma directiva do Governo poderiam alterar a situação. Contra qualquer intromissão na vida íntima dos trabalhadores, CGTP e UGT condenam à restrição à partida, sem espaço para diálogo com o Governo liderado por António Costa nem sequer chegou a promover sobre o tema, que não reúne consenso pela Europa fora. Primeira da lista, Itália arrisca-se a ficar isolada nesta exigência.

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