São Tomé e Príncipe vai a votos com economia fragilizada

Legislativas de domingo serão disputadas entre o actual primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, e o que perdeu o cargo há quatro anos, Patrice Trovoada, num contexto de deterioração das condições de vida no pós-crise pandémica e com um cenário internacional que é desfavorável à recuperação.



São Tomé e Príncipe vai a votos com uma economia fragilizada depois dos choques da pandemia de covid-19 e da guerra na Ucrânia. O aumento da inflação e do custo de vida, num cenário de abrandamento do crescimento, bem como a chegada do ex-primeiro-ministro, Patrice Trovoada, vai influenciar a decisão de 123.302 eleitores no domingo, indicam os analistas consultados pelo NOVO.

As eleições para os 55 assentos na Assembleia Nacional, incluindo dois pela primeira vez eleitos pela diáspora nos círculos eleitorais da Europa e de África, serão disputadas entre a coligação do actual primeiro-ministro Jorge Bom Jesus, o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe-Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), e o partido do antigo chefe de Governo, a Acção Democrática Independente (ADI), que não conseguiu obter a maioria há quatro anos.

Sem hipóteses de entendimento, pois ambos defendem a necessidade de uma maioria para governar, está em jogo um país que deverá crescer 1,6% este ano, e 2,8% em 2023, muito abaixo dos valores da inflação, que deve atingir 14,5% em 2022, e abrandar para 9,2% no próximo ano - valores recordes desta década, segundo as previsões do Fundo Monetário Internacional. O cenário internacional está, assim, a impedir a recuperação de um país que precisou do Banco Mundial no pós-pandemia.

A degradação das condições de vida é uma consequência inevitável e, para o sociólogo são-tomense Olívio Diogo, ouvido pelo NOVO, traduz-se “numa falta de esperança da população, sobretudo da juventude, que poderá levar os eleitores a avaliarem a prestação do governo que agora cessa a função” e que poderá ver a solução em Patrice Trovoada, que tem contra si o facto de se ter ausentado por quatro anos - alegadamente por razões de segurança, com base em motivos políticos -, mas que “poderá ser perdoado se os eleitores acharem que foi justificado”. Alguns deles já o fizeram, tendo em conta a multidão que o recebeu no aeroporto.

Leia o artigo na íntegra na edição do NOVO que está, este sábado, dia 24 de Setembro, nas bancas.

$!São Tomé e Príncipe vai a votos com economia fragilizada
Ler mais