Quando as canções desafiam a harmonia da política internacional

O Festival Eurovisão da Canção foi sempre um evento repleto de mensagens e de combates geopolíticos. Ao longo da história houve momentos particularmente tensos entre a Rússia e a Ucrânia ou entre a Arménia e o Azerbaijão. Na edição deste ano são as tensões na Bielorrússia que (não) sobem ao palco



A organização do Festival Eurovisão da Canção mostrou o cartão vermelho à Bielorrússia. O país liderado por Alexander Lukashenko foi banido da competição deste ano, marcada para os dias 18, 20 e 22 deste mês e que terá lugar na Holanda. Em causa está o facto de a canção submetida a concurso violar as regras devido ao seu conteúdo político, tendo sido interpretada como uma espécie de hino de apoio à repressão dos protestos contra o Governo. “Foi uma provocação deliberada. Não acredito a televisão bielorrussa, membro da União Europeia de Radiodifusão (UER), acreditasse que poderia concorrer com aquela canção.

Para todos os que entendem a língua e que estão familiarizados com a situação política, é óbvio que a canção está a ridicularizar os manifestantes contra o Governo”, comenta, em declarações ao NOVO, Dean Vuletic, historiador e professor da Universidade de Viena e autor do livro “Postwar Europe and the Eurovision Song Contest” (A Europa do Pós-guerra e o Festival Eurovisão da Canção).

Leia o artigo na íntegra na edição impressa do NOVO, nas bancas a 7 de Maio de 2021.

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