Putin anuncia “mobilização parcial” de 300 mil reservistas. EUA falam em “sinal de fraqueza”

Discurso de Putin aos cidadãos da Rússia foi adiado duas vezes e serviu para anunciar uma “mobilização parcial” para o conflito que já dura há quase sete meses na Ucrânia. Os EUA já reagiram e falam em “fraqueza” e “fracasso”.



O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou esta quarta-feira uma “mobilização parcial” dos cidadãos do país, numa mensagem dirigida à nação e que acontece perto do sétimo mês da invasão da Ucrânia por parte de tropas russas.

Putin sublinhou que esta medida entra já em vigor e, no entender das autoridades russas, tem como fundamento a necessidade de defender a soberania e a integridade territorial do país, destacou o Presidente da Rússia nesta mensagem transmitida pela televisão ao início do dia de hoje.

A Rússia, que invadiu a Ucrânia em 24 de Fevereiro, declarou através do seu líder máximo que está pronta a utilizar “todos os meios” ao seu dispor para “se proteger”. Putin acusou ainda o Ocidente de procurar destruir o país.

Como consequência imediata desta decisão, o ministro da Defesa da Rússia anunciou a mobilização de 300 mil reservistas e reconheceu que o país perdeu 5937 soldados durante a campanha na Ucrânia iniciada em Fevereiro.

O ministro explicitou os termos da mobilização depois de Vladimir Putin ter anunciado uma “mobilização parcial” dos cidadãos.

Numa das primeiras reacções a esta directiva de Putin, a embaixadora norte-americana na Ucrânia, Bridget Brink, considerou que o anúncio da mobilização parcial de cidadãos na Rússia e os referendos para a anexação de territórios ucranianos são um “sinal de fraqueza, de fracasso” das autoridades russas.

“Referendos e mobilização semelhantes são sinais de fraqueza, do fracasso russo”, afirmou Brink na rede social Twitter, garantindo que o seu país continuará “a apoiar a Ucrânia o tempo que for preciso”.

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