Protestos deixam Cazaquistão em estado de emergência. Dezenas de manifestantes foram mortos

Distúrbios foram desencadeados pelo aumento dos preços do gás liquefeito, um dos combustíveis mais utilizados nos transportes do país.



Palco de protestos em várias cidades desde o dia 2 de Janeiro, o Cazaquistão enfrenta as maiores manifestações de rua a que o país já assistiu desde que há três décadas se tornou independente. Os distúrbios foram desencadeados pelo aumento dos preços do gás liquefeito, um dos combustíveis mais utilizados nos transportes do país.

Dezenas de manifestantes foram mortos durante ataques a prédios do governo e 12 elementos das forças de segurança morreram.

Uma aliança militar liderada pela Rússia – a Organização do Tratado de Segurança Colectiva (CSTO) – enviou esta quinta-feira um “contingente de manutenção da paz” ao Cazaquistão a pedido das autoridades do país.

O anúncio do envio deste contingente aconteceu poucas horas depois de as autoridades terem informado que mais de mil pessoas ficaram feridas nos protestos e motins, 400 delas hospitalizadas.

Na quarta-feira, o Presidente cazaque, Kassym-Yomart Tokaïev, decretou o estado de emergência em todo o território do Cazaquistão.

O estado de emergência tinha sido anteriormente decretado localmente nas zonas mais atingidas pelos tumultos: Almaty, a capital económica do país, a província de Mangystau e a capital, Nursultan.

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