Promessas de líderes europeus não chegam às salas de negociações da COP26, criticam países mais pobres

O financiamento para a adaptação dos países pobres é um dos principais temas em discussão esta segunda-feira na COP26.



O financiamento para a adaptação dos países pobres é um dos principais temas em discussão esta segunda-feira na COP26. Representantes de alguns desses países queixam-se de que os compromissos dos líderes mundiais não estão a ter efeitos nas negociações concretas da cimeira.

“É muito desencorajador verificar que o objectivo global ainda não está operacional nas salas onde decorrem as negociações”, lamentou o ministro do Ambiente do Gana, Kwaku Afryie, numa reunião ministerial sobre adaptação no âmbito da 26.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas, acrescentando que “o que foi dito nas reuniões de alto nível pelos países do G20 é muito diferente do que se está a passar nas negociações.”

Também o ministro do Ambiente do Quénia, Keriako Tobiko, manifestou a mesma preocupação, apelando aos países mais ricos para que “ponham o dinheiro na mesa”. Em causa estão os 100 mil milhões de dólares anuais com que os países mais desenvolvidos se comprometeram a contribuir anualmente para financiamento climático.

Ao longo da cimeira de líderes têm sido prometidos acção concreta e compromissos de financiamento climático para adaptação, sendo o destaque que os países que menos emitem são os que mais sofrem, seja porque os seus territórios são muito vulneráveis ou porque não têm dinheiro próprio para tornar a área e a população resistentes a esses efeitos.

Amina Mohammed, secretária-geral adjunta das Nações Unidas, disse haver uma “lacuna considerável” entre as necessidades e a realidade no que diz respeito às verbas para adaptação, estando disponíveis pouco mais de 20 mil milhões de dólares – “uma fracção dos 300 mil milhões que se espera serem necessários” em 2030.

A 26.ª Conferência das Nações Unidas sobre o Clima decorre até dia 12 de Novembro, em Glasgow.

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