Primeiro-ministro britânico assume responsabilidade por festas mas diz que país “deve seguir em frente”

Conclusões de um inquérito interno a 12 eventos indicam que muitos dos encontros não estavam de acordo com as regras de combate à covid-19 à data.



O primeiro-ministro, Boris Johnson, assumiu estar “envergonhado” com as festas que violaram as restrições da pandemia covid-19 na residência oficial, em Downing Street. Recusou, contudo, demitir-se.

“Assumo total responsabilidade por tudo o que aconteceu”, afirmou, perante o Parlamento. O governante salientou, porém, ter participado “brevemente” nas festas para agradecer funcionários pelo serviço e que não sabia que elas se tinham alongado “mais do que o necessário”

“Isto não é para mitigar [as circunstâncias]. Não tinha conhecimento desses procedimentos subsequentes porque simplesmente não estava lá. E fiquei tão surpreso e desapontado à medida que as revelações surgiram. E, francamente, fiquei chocado com alguns dos comportamentos”, assegurou.

“Estou envergonhado e aprendi a lição”, reforçou, argumentando que, apesar disso, o país “seguir em frente”.

As conclusões de um inquérito interno a 12 eventos indicam que muitos dos encontros não estavam de acordo com as regras de combate à covid-19 à data. “Os eventos que investiguei foram presenciados por líderes do Governo. Muitos desses eventos não deveriam ter acontecido”, consta no relatório final, produzido pela funcionária pública Sue Gray.

No documento, de 37 páginas, estão fotografias e relatos de consumo de bebidas alcoólicas nos escritórios e, pelo menos, um caso de confronto. Gray condenou também “vários exemplos” de comportamento “inaceitável” em relação a trabalhadores de segurança e de limpeza, vítimas de “falta de respeito e mau tratamento”.

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