PGR angolana diz que investigação a ex-vice-PR irá avançar após fim da imunidade

Falando à margem de uma reunião do conselho de direcção da PGR, Pitta Grós recordou que Manuel Vicente esteve protegido legalmente durante cinco anos por ter sido titular de um cargo público.



O procurador-geral da República de Angola afirmou hoje que a investigação ao ex-vice-presidente angolano Manuel Vicente é um processo que “vai ser trabalhado normalmente” depois de este ter terminado o período de imunidade legal, cinco anos após terminar funções.

Falando à margem de uma reunião do conselho de direcção da Procuradoria-Geral da República (PGR), Pitta Grós recordou que Manuel Vicente esteve protegido legalmente durante cinco anos por ter sido titular de um cargo público.

O magistrado salientou que a PGR está a elaborar o relatório final sobre a estratégia de combate à corrupção nos últimos cinco anos e deve divulgar, no início de Dezembro, o balanço da recuperação de activos.

Questionado sobre os casos concretos de Singapura e Hong Kong – onde haverá ligações a Manuel Vicente, que liderou a petrolífera estatal Sonangol durante vários anos –, Pita Grós afirmou que há dinheiro apreendido ou arrestado em bancos desses países, mas que está “a aguardar que haja uma sentença judicial” para que possam ser recuperados esses valores e bens, sem referir se pertencem ao ex-homem-forte da Sonangol.

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