O maior teste de Pequim desde Tiananmen

O poder chinês enfrenta a maior onda de protestos em mais de 30 anos, por causa das regras de combate à pandemia de covid-19, que implicam quarentenas severas, mas que têm tornado visível a insatisfação com outros aspectos da vida na China, como a liberdade de expressão ou o desenvolvimento económico, e pondo mesmo em causa o regime. Para já, as regras poderão ser aligeiradas para reduzir a tensão, mesmo que nunca se reconheça que esta existe.



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O governo chinês vai, finalmente, aliviar as regras de quarentena no combate à pandemia de covid-19, mesmo quando tem registado números recorde de novos casos, depois da onda de protestos públicos que constituiu a mais visível e generalizada demonstração de desobediência civil desde que o Presidente da China, Xi Jinping, assumiu o poder, há uma década.

Durante a semana, os protestos públicos multiplicaram-se em toda a China, em contestação, primeiro, às regras duras de quarentena que Pequim impõe para cumprir a política de “covid-zero”, mas, depois, evoluindo para a crítica ao próprio regime, desde os cartazes brancos manifestando a falta de liberdade de expressão no país até à verbalização da oposição a Xi Jinping.

Os protestos, feitos na rua, foram de vigílias pacíficas até confrontos com as autoridades, incluindo em Xangai, Pequim e Cantão, as três mais importantes e populosas cidades chinesas.

Os analistas comparam os acontecimentos desta semana ao que se passou em Hong Kong, em 2019 e 2020, onde houve confrontos por uma maior autonomia do território, mas também pelo que ocorreu na Praça de Tiananmen em 1989.

Leia o artigo na íntegra na edição do NOVO que está, este sábado, dia 3 de Dezembro, nas bancas.

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