Medalha de Nobel da Paz russo vendida por 98 milhões. Receita vai ajudar crianças ucranianas

O jornalista disse que o dinheiro vai ser doado à Unicef e ajudar as crianças afectadas pela invasão da Ucrânia.



O jornalista russo Dmitry Muratov, que no ano passado foi galardoado com o Prémio Nobel da Paz, leiloou a medalha do Nobel e conseguiu arrecadar 98 milhões de euros.

Segundo a Associated Press, esse dinheiro vai ser doado à Unicef e será canalizado para ajudar crianças ucranianas deslocadas devido à invasão da Ucrânia pela Rússia. Este foi o valor mais elevado pelo qual uma medalha de um Nobel foi vendida.

“Esperava que houvesse enorme solidariedade. Mas não esperava que fosse assim tão grande”, afirmou Muratov depois do leilão desta segunda-feira, no Dia Mundial do Refugiado. O comprador da medalha optou pelo anonimato.

Anteriormente, o recorde da venda de uma medalha de um Nobel foi registado em 2014, quando James Watson vendeu a medalha do Nobel da Medicina que lhe foi atribuído em 1962. A medalha de Watson foi vendida por 4,5 milhões de euros.

A ideia desta doação é “dar às crianças refugiadas a possibilidade de um futuro”, explicou Muratov. Quanto à escolha da Unicef para receber e gerir o dinheiro doado, o jornalista russo frisou que era “importante que fosse uma organização que não pertencesse a nenhum governo”. “Pode trabalhar acima dos governos. Não há fronteiras para a sua acção”, sublinhou.

Dmitry Muratov ajudou a fundar o jornal independente russo Novaya Gazeta e era o seu editor quando o jornal foi encerrado, em Março, na altura em que o Kremlin começou a reprimir meios de informação e jornalistas pela sua cobertura da guerra na Ucrânia. Em Abril, Muratov foi atacado com tinta vermelha quando estava num comboio.

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