Madrid vive aumento “alarmante” da criminalidade jovem

Em apenas um ano, a capital espanhola foi palco de 18 homicídios e 80 agressões sexuais cometidos por menores de idade, alguns com apenas 14 anos de idade. Preocupado com o aumento da criminalidade dos jovens madrilenos, o Ministério Público de Madrid põe o foco nas “possíveis carências no âmbito familiar, educacional e social”.



Nem os três meses de confinamento conseguiram abrandar a criminalidade entre os mais jovens, que o Ministério Público madrileno considera “alarmante” no seu último Relatório Anual. Só em 2020, a capital espanhola assistiu a 18 homicídios e 80 agressões sexuais cometidos por indivíduos com menos de 18 anos.

De acordo com a imprensa do país vizinho, pelo menos um terço destes assassinatos ou confrontos estão ligados a alegados gangues juvenis. No período de um ano, os procuradores de Madrid instauraram 2.207 inquéritos a “crimes com feridos” e 29 ao que o Código Penal espanhol chama “lutas tumultuadas”, todos envolvendo menores de idade. Mais. Nestes praticamente 11 meses de 2021, a Polícia Nacional deteve 131 menores alegadamente ligados a grupos ou organizações criminosas. Explica a procuradora-geral de Madrid, Pilar Rodríguez que, na maioria dos casos, os líderes dos supostos gangues são adultos.

Relativamente às agressões sexuais, as estatísticas demonstram que há menores de 14 anos em 37 dos casos de abuso e 12 casos de violência física. Consciente que perante a lei, estes jovens são inimputáveis, o Ministério Público coloca o foco nas problemas sociais que têm assolado o país desde a crise financeira de 2008. “Tudo isto faz-nos questionar sobre as possíveis carência no âmbito familiar, educacional e social”.

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