Lula da Silva lidera sondagens no arranque da campanha eleitoral

Além do Presidente, cerca de 156 milhões de brasileiros vão eleger deputados estaduais, federais e distritais, senadores e governadores. No país pode-se votar a partir dos 16 anos. Aos 18, o voto torna-se obrigatório.



Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à Presidência do Brasil, segue à frente nas sondagens, com 47% das intenções de voto. O antigo líder está acima dos 29% de Jair Bolsonaro, actual Presidente e segundo classificado nas sondagens. Os analistas prevêem que os dois políticos concentrem cerca de 80% dos votos, num ano em que se batem recordes no número de eleitores.

A campanha eleitoral arrancou já esta terça-feira, com as eleições previstas para 2 de Outubro de 2022. Ao todo são 12 os candidatos a Presidente do Brasil. Além de Lula, pelo Partido dos Trabalhadores, e de Jair Bolsonaro, pelo Partido Liberal, estão também na corrida nomes como Ciro Gomes (presidente do Partido Democrático Trabalhista) e Simone Tebet (do Movimento Democrático Brasileiro). Os restantes oito candidatos são políticos, mas nenhum pontua nas sondagens.

Os brasileiros vão eleger também deputados estaduais, federais e distritais, senadores e governadores. São cerca de 156 milhões os eleitores que serão chamados a votar em Outubro, um número recorde em eleições brasileiras. No país sul-americano, pode-se votar a partir dos 16 anos; aos 18, o voto torna-se obrigatório.

Há também um novo recorde no número de candidaturas de mulheres e negros, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Das mais de 26 mil apresentadas, 49,3% são de pessoas negras e 33,4% são de mulheres.

Lula tem 76 anos e é apontado como o favorito para ser o novo Presidente do Brasil. Durante a ditadura militar liderou greves de operários e ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT), em 1980. Em 1986 foi eleito para deputado federal pelo estado de São Paulo, com votação recorde. Mais tarde, entre 2003 e 2011, tornou-se Presidente do Brasil, sucedendo a Fernando Henrique Cardoso e dando depois o lugar a Dilma Rousseff.

Em Julho de 2017, Lula foi condenado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação Lava Jato. Acabou por sair da prisão em Novembro de 2019, um dia após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que a execução da pena só deveria ocorrer com o trânsito em julgado da sentença. Em Março de 2021, o STF considerou ainda que o então juiz Sérgio Moro agira com parcialidade, anulando todos os seus actos no processo, permitindo ao ex-Presidente recuperar os seus direitos políticos.

Em Agosto de 2022, Lula oficializou a sua sexta candidatura à Presidência.

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