Lázaro Barbosa, o “psicopata imprevisível” que fez cursos de empatia na prisão

São 270 os elementos das Polícias Militar e Civil de Goiás e do Distrito Federal, além de agentes da Polícias Federal e Rodoviária Federal que procuram o homem acusado de ter matado, violado e roubado na região rural da Ceilândia.



As buscas pelo criminoso mais procurado do Brasil já incluem quase 300 polícias e foram reforçadas com cinco cães farejadores. Numa zona com grutas e mata fechada, toda a ajuda é pouca: o objectivo é encontrar, tão rápido quanto possível, Lázaro Barbosa que, desde 9 de Junho, já matou quatro pessoas, violou uma mulher, invadiu pelo menos cinco fazendas e entrou em confronto com agentes da autoridade.

Depois da chacina na Ceilândia, capital federal do Brasil, fugiu para Góias - é aqui que 270 elementos das Polícias Militar e Civil de Goiás e do Distrito Federal, além de agentes da Polícias Federal e Rodoviária Federal, lutam contra o relógio. “Não consta que haja uma data para que um bandido seja preso. Nunca vi uma norma que diz: ‘Olha, tem que ser em cinco dias, olha tem que ser 14 dias’. Desculpe”, afirmou o governador local, Ronaldo Caiado, rejeitando críticas de falhas na operação.

Aos 32 anos, Barbosa, que é considerado um “psicopata imprevisível”, tem uma extensa ficha criminal, que remonta a 2007, quando aos 15 anos foi preso no interior da Baía por dois assassínios. Na altura, fugiu para Brasília, onde foi preso em 2009 e condenado por três assaltos à mão armada e duas violações. O suspeito fugiu da prisão cinco anos depois, foi preso novamente em 2018 por dois homicídios e uma violação, mas escapou novamente e reapareceu em Abril passado, quando sequestrou e abusou sexualmente de uma mulher num bairro da periferia de Brasília.

Segundo a imprensa brasileira, Lázaro chegou a participar de vários cursos de ressocialização no complexo penitenciário de Papuda, enquanto cumpria os crimes porque foi condenado em 2009. Antes de passar para um regime semiaberto, cinco anos mais tarde, o agora foragido fez cursos de “empatia, sexualidade e para se colocar no lugar das vítimas”. Além disso, de acordo com a informação veiculada pelo G1, também participou “satisfatoriamente de todos os encontros do grupo de relações pessoais” e conseguiu um “atestado de bom comportamento” emitido pela direcção do estabelecimento prisional.

O pai, Edenaldo Barbosa Magalhães, não tem dúvidas: o filho deve ser preso. “Eu registei esse monstro, mas quando as pessoas me dizem ‘o seu filho’, estremeço todo. Não me dá vontade nem de ficar mais na Terra. Estou arrasado”, confessou em declarações ao Correio Braziliense. “Nunca mais o quero solto. Tenho medo que me faça mal a mil e à minha família”.

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