Espanha avalia integrar Ceuta e Melilha no espaço Schengen

Integração exigiria um visto para o acesso a partir de Marrocos. Secretário de Estado para a União Europeia espanhol diz ser necessário “um amplo consenso” nas duas cidades e nas forças políticas de Espanha.



Espanha avalia a integração de Ceuta e Melilla, cidades espanholas do norte de África e únicas fronteiras terrestres da União Europeia no continente africano, no espaço Schengen, o que exigiria um visto para o acesso a partir de Marrocos.

O secretário de Estado para a União Europeia espanhol, Juan González-Barba, disse esta sexta-feira que a opção de Ceuta e Melilla terem uma "plena integração" no Schengen, um espaço europeu de livre-trânsito entre os países-membros, vai exigir "um amplo consenso" nas duas cidades e nas forças políticas de Espanha.

González-Barba revelou, durante uma visita a Melilla, que o Governo espanhol está disposto a considerar uma "proposta suficientemente motivada" de forma séria.

As duas cidades têm um regime especial organizado em 1986, quando a Espanha aderiu ao acordo de Schengen, o que significa que os residentes marroquinos da cidade de Tetouan podem aceder a Ceuta sem visto, com o mesmo a verificar-se com os da província de Nador em relação a Melilla, uma vez que os controlos aduaneiros são efectuados no porto e aeroporto dessas cidades.

A possível integração plena desta área procura melhorar a contenção da imigração, depois de mais de 10 mil pessoas terem entrado ilegalmente em Ceuta, entre os dias 17 e 18 de Maio, face à passividade das forças de segurança marroquinas, no meio de uma crise diplomática com Espanha, que teve de reforçar a polícia com pessoal militar para controlar o fluxo migratório de grandes proporções.

A crise foi desencadeada pelo acolhimento do líder da Frente Polisário, Brahim Ghali, num hospital em Espanha.

Ghali e a Frente Polisário lutam contra o plano de reivindicação marroquina da soberania do Sahara Ocidental, uma antiga colónia espanhola.

Ler mais
PUB