Donald Rumsfeld. Morreu o antigo e polémico secretário da Defesa de Bush

Juntamente com o ex-vice-presidente Dick Cheney, Rumsfeld fez parte do núcleo duro dos “falcões” defensores da guerra do Iraque, durante a governação de George W. Bush. Foi um dos políticos norte-americanos mais polémicos em todo o mundo.



Donald Rumsfeld, ex-secretário norte-americano da Defesa durante a presidência de George W. Bush, morreu, esta quarta-feira, aos 88 anos, no Estado do Novo México.

"É com profunda tristeza que divulgamos a morte de Donald Rumsfeld, um estadista norte-americano e devoto marido, pai, avô e bisavô", refere o comunicado publicado na conta do ex-governante e antigo “braço-direito” do ex-presidente dos EUA na rede social Twitter.

Embora não especificasse a causa da morte, a nota realçava que Rumsfeld morreu "rodeado pela sua família" no Estado do Novo México, onde vivia.

A família salientou ainda que a história lembrará Rumsfeld "pelas extraordinárias conquistas ao longo das seis décadas de serviço público", destacando também o "amor inabalável" pela sua família e a "integridade ao longo de uma vida dedicada ao seu país".

Donald Rumsfeld foi secretário de Defesa dos EUA por duas vezes e desempenhou um papel fundamental na invasão do Iraque em 2003.

Juntamente com o ex-vice-presidente Dick Cheney, Rumsfeld fez parte do núcleo duro dos 'falcões' defensores da guerra do Iraque, durante a governação de George W. Bush (2001-2009).

Rumsfeld comandou o Pentágono entre 1975 e 1977, na altura com o republicano Gerald Ford como presidente, e novamente entre 2001 e 2006, quando George W. Bush estava na Casa Branca.

Neste segundo mandato, Rumsfeld supervisionou a invasão do Afeganistão em 2001, que deu início à guerra mais longa da história dos Estados Unidos, e depois a invasão do Iraque em 2003.

Durante esses anos, Rumsfeld tornou-se uma figura polémica nos Estados Unidos e no resto do mundo, criticado pela sua visão bélica e pela acusação de que o Iraque possuía armas de destruição maciça, que viriam a revelar-se falsas.

Mesmo após a sua saída, o norte-americano justificou sempre as decisões tomadas pelo Governo Bush em matéria de defesa, desde o assassinato de Saddam Hussein no Iraque até às polémicas práticas em Guantánamo, Cuba, onde foram torturados suspeitos de terrorismo.

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