Da Alemanha à China: inundações expuseram vulnerabilidade das cidades

Especialistas concluíram, através de simulações, que até ao final do século eventos como estes serão 14 vezes mais frequentes.



Inundações como as que ocorreram na China e na Alemanha, fazendo centenas de vítimas mortais, são um lembrete de que as alterações climáticas estão a tornar o clima mais extremo em todo o mundo.

Estes eventos climáticos causaram nos últimos dias centenas de mortes. Só na província de Henan, na China, pelo menos 25 pessoas morreram na terça-feira. Já na Alemanha, foram mais de 150 os óbitos reportados no total.

“Os Governos devem entender que as infraestruturas construídas são vulneráveis a estes eventos extremos”, explicou Eduardo Araral à Reuters, professor e co-director do instituto responsável pela gestão de recursos hídricos.

Especialistas concluíram, através de simulações, que até ao final do século eventos como este serão 14 vezes mais frequentes.

Apesar das inundações que varreram cidades alemãs terem ocorrido a quilómetros dos eventos em Henan, ambos os casos expuseram a vulnerabilidade das regiões densamente povoadas a eventos catastróficos.

Os especialistas defendem uma remodelação das cidades. Algo que, reconhecem, custará milhões. Contudo, os vídeos divulgados nas redes sociais, que mostram pessoas a lutar pela sobrevivência, evidenciam o custo de não fazer nada.

“É chocante e assustador”, disse John Butschkowski, condutor da Cruz Vermelha, que participou nas operações de resgate na Alemanha. “Não há pessoas em lado nenhum, só lixo”, lamentou, acrescentando que é inacreditável que tal aconteça no país.

Outros países da Europa Central também foram atingidos por chuvas intensas e inundações de grandes proporções, como foi o caso da Bélgica que na terça-feira cumpriu um dia de luto nacional e observou um minuto de silêncio em memória das 31 vítimas mortais registadas, até ao momento, no país.

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