Covid-19. Mulheres a cumprir quarentena em hotéis no Reino Unido vão passar a ter seguranças do mesmo sexo

Decisão surge na sequência de denúncias de assédio sexual por parte de membros da equipa de segurança dos estabelecimentos e aplica-se sempre que possível.



Mulheres que se encontrem a cumprir o período de quarentena em hotéis sozinhas vão passar a ter guardas de segurança do sexo feminino sempre que possível, anunciou, esta quinta-feira, o Governo britânico. A decisão surge depois de terem sido divulgadas denúncias de assédio sexual por parte de membros da equipa de segurança da empresa G4S.

A obrigatoriedade de cumprir quarentena em hotéis aplica-se a todas as pessoas que regressem a Inglaterra de países da ‘lista vermelha’.

O Departamento de Saúde e Assistência Social britânico fez o anúncio esta quinta-feira, mas a empresa de segurança G4S já deixou claro que não tem profissionais do sexo feminino suficientes, propondo que guardas do sexo masculino façam dupla nesses casos.

Algo que aos olhos de Sarah, uma estudante de 23 anos que alega ter sido vítima de assédio enquanto fazia quarentena, não faz sentido. “Pessoalmente, acharia dois guardas do sexo masculino mais intimidantes do que só um. Um grupo de guardas falavam de mim quando viam que outro estava a ser inapropriado. Não me parece que essa solução assegure a segurança das mulheres, pelo contrário”, afirmou a jovem, em declarações à BBC.

Os testemunhos surgiram no final de Junho, quando, de acordo com a BBC, quatro mulheres disseram que alguns seguranças simularam ter relações sexuais no elevador e pediram abraços e ‘selfies’.

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