China vai enviar militares para a Rússia para exercícios conjuntos

O Ministério da Defesa chinês garante que a participação do país nos exercícios conjuntos não tem qualquer “relação com a actual situação internacional e regional”.



A China vai enviar tropas para a Rússia para exercícios conjuntos entre os exércitos dos dois países. Aos treinos juntam-se também militares da Índia, da Bielorrússia e do Tajiquistão. O anúncio foi feito pelo Ministério da Defesa chinês, citado pela Reuters.

Pequim garante que a participação da China nos exercícios conjuntos não tem qualquer “relação com a actual situação internacional e regional”. Os exercícios fazem parte de um acordo de cooperação anual bilateral, um procedimento liderado pela Rússia e que tem sido usado para acções semelhantes entre os dois países nos últimos anos, explica o ministério.

“O objectivo é aprofundar a cooperação prática e amigável com os exércitos dos países participantes, aumentar o nível de colaboração estratégica entre as partes participantes e fortalecer a capacidade de responder a várias ameaças à segurança”, diz o comunicado do governo chinês.

A Coreia do Norte também disponibilizou 100 mil soldados à Rússia, mas, esta sim, para ajudar a derrotar a Ucrânia. Igor Korotchenko, especialista militar russo, adianta que “existem relatos de que 100.000 voluntários norte-coreanos estão preparados para participar no conflito”, citado pelo Business Insider.

Na guerra com a Ucrânia, a Rússia tem contado apenas com a própria força militar e o presidente Vladimir Putin insiste em considerar a invasão uma “operação militar especial”, que visa “libertar” regiões separatistas pró-Rússia no Donbass, que apoia desde 2014.

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