Boris Johnson afasta ideia “louca” de se demitir se perder duas eleições para o Parlamento

Os conservadores mantêm a maioria parlamentar mesmo que percam os dois lugares, mas a posição do primeiro-ministro é frágil e a desconfiança no seu trabalho pode aumentar.



Esta quinta-feira há eleições legislativas parciais no Reino Unido que vão servir para testar a popularidade de Boris Johnson e do Partido Conservador. As eleições em Wakefield e em Tiverton e Honiton vão acontecer em círculos significativos para os conservadores. Apesar de a maioria parlamentar não estar em risco, perder os dois lugares vai fragilizar ainda mais a posição de Boris Johnson, que recentemente sobreviveu a uma moção de censura interna.

Questionado esta quarta-feira se se demite caso perca as duas eleições, o líder britânico considerou essa ideia “louca”, adianta o The Guardian.

“Vá lá, foi apenas há um ano que ganhámos a dupla eleição de Hartlepool (...) Não me lembro da última vez que o Partido Conservador ganhou Hartlepool. Nem sei se ganhou alguma vez”, afirmou Boris Johnson. “Os partidos no Governo, habitualmente, não vencem estas eleições, particularmente quando acontecem a meio do mandato. Estou esperançado, mas... aí tem”, acrescentou.

Boris Johnson atravessa o pior momento desde que sucedeu a Theresa May no cargo de primeiro-ministro do Reino Unido. O escândalo “Partygate” afectou bastante a sua popularidade e desagradou a membros do Partido Conservador. Como se isso não bastasse, o Reino Unido enfrenta um crise económica. A inflação está em 9,1%, o valor mais elevado nos últimos 40 anos, e actualmente há greves em curso nos transportes ferroviários.

O plano do Governo britânico para deportar migrantes ilegais para o Ruanda foi travado por agora, o que também contribuiu para aumentar a controvérsia em torno de Boris Johnson.

Por estes motivos, as duas eleições desta quinta-feira podem ter um peso importante para o primeiro-ministro do Reino Unido.

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