Boris Johnson admite novas medidas para reduzir aumento do custo de vida

Primeiro-ministro britânico continua a rejeitar, no entanto, um imposto extraordinário sobre as petrolíferas.



O primeiro-ministro britânico admitiu esta quarta-feira analisar “todas as medidas” necessárias para ajudar os britânicos com o aumento do custo de vida, embora continue a rejeitar um imposto extraordinário sobre as petrolíferas.

“Analisaremos todas as medidas que precisarmos tomar para ajudar as pessoas, mas a única razão pela qual podemos fazer isso é porque tomámos as decisões difíceis que foram necessárias durante a pandemia”, disse Boris Johnson durante o debate semanal no Parlamento.

Johnson defendeu uma “abordagem sensata, orientada pelo impacto no investimento e postos de trabalho” para recusar um imposto extraordinário sobre as petrolíferas, que estão a beneficiar do aumento dos preços dos hidrocarbonetos nos mercados internacionais.

“Um imposto extraordinário sobre os enormes lucros do petróleo angariaria milhões de libras para reduzir as contas de energia em todo o país”, argumentou Keir Starmer, líder do Partido Trabalhista, acusando o primeiro-ministro de não perceber “o que as famílias trabalhadoras estão a passar neste país, com dificuldades em pagar as contas”.

“Todos os dias que ele atrasar a inevitável marcha atrás, que vai ter de fazer, está a escolher deixar as pessoas passar dificuldades que não precisariam”, acrescentou.

O Governo britânico está sob pressão para apresentar um orçamento de emergência ou novas medidas para combater o aumento de custo de vida, que tem vindo a subir acentuadamente há vários meses.

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