Apoiantes de Donald Trump tentam estabelecer cordão sanitário em torno do ex-Presidente

Objectivo é questionar os processos judiciais que se desenrolam e criar condições para que o republicano possa voltar a ser candidato nas eleições presidenciais de 2024.



Michael Caputo, antigo assessor de Donald Trump, deu o mote e os republicanos favoráveis à sua eventual candidatura em 2024 seguiram-lhe as pisadas: os dois blocos de investigações judiciais em curso - uma por causa do assalto ao Capitólio, a 6 de Janeiro de 2021, e outra envolvendo os seus negócios - surgem em paralelo, na altura certa, para servirem o assassinato político do ex-Presidente. A palavra de ordem, segundo diversos jornais norte-americanos, é, por um lado, estabelecer a dúvida sobre as motivações das iniciativas do poder judicial, questionando se não estará mancomunado com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos; e, por outro, criar a percepção de tudo isto se tratar de uma perseguição subtilmente organizada, questionando se não terão sido plantadas provas e feitas escutas ilegais na residência de Trump.

Nada disto tem qualquer efeito nos processos em curso nem qualquer existência legal - a não ser que Donald Trump apresente provas e promova uma investigação judicial -, mas também não será essa a motivação deste cordão sanitário em torno do anterior inquilino da Casa Branca. A intenção do seu aparelho de proximidade é preservar a possibilidade de Trump se apresentar às primárias do Partido Republicano e, por essa via, voltar a concorrer às presidenciais marcadas para 2024.

Uma das evidências da criação desta barreira de defesa reside no facto de Donald Trump ter invocado a 5.ª emenda da Constituição para não responder a qualquer pergunta feita pela procuradora de Nova Iorque sobre os seus negócios. Antes do interrogatório, Trump leu uma declaração na qual pôs em causa a legitimidade do processo legal. A estratégia surtiu o efeito desejado, com o director do FBI, Christopher Wray, a denunciar um rol de ameaças de que ele e a sua equipa, pessoalmente, mas também a agência, estão a ser alvo por terem realizado aquilo que os “ameaçadores” consideram ser uma acção ilegal e sem precedentes na residência da Florida do ex-Presidente. Em relação à precedência, os populares queixosos têm razão: nunca antes uma casa de um presidente ou ex-presidente tinha sido alvo de buscas - e até por isso, e segundo a imprensa norte-americana, Wray recusou tecer qualquer comentário público sobre a matéria.

Leia o artigo na íntegra na edição do NOVO que está este sábado, dia 13 de Agosto, nas bancas.

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