2022 é o ano mais quente em Itália até à data

Instituto de Atmosfera e Ciência Climática do Conselho Nacional de Investigação italiano (ISAC-CNR) avançou que os primeiros setes meses de 2022 são, até à data, os mais quentes e secos em Itália.



Este está a ser o ano mais quente em Itália até à data, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto de Atmosfera e Ciência Climática do Conselho Nacional de Investigação italiano (ISAC-CNR).

Os níveis de precipitação de 2022 até ao momento estão 46% mais baixos do que a média para este período, e é no norte da Itália que mais se regista esta escassez. Entre Janeiro e Julho registaram-se temperaturas 0,98º centígrados acima da média para o mesmo período desde 1800.

Para além da Itália, com um terço da produção agrícola em risco e onde foi declarado o estado de emergência em cinco regiões, a seca está a afectar grande parte de França, já com restrições ao consumo de água em várias regiões do país, e a Suíça, onde o exército está a levar água para a indústria pecuária em zonas alpinas.

O Reino Unido e os Estados Unidos tiveram recentemente ondas de calor e a região do Corno de África está a sofrer a pior seca das últimas quatro décadas. Na Europa são os países do sul e a zona do Mediterrâneo os que mais vão ser afectados com falta de água devido às alterações climáticas, apontam os especialistas.

A meio de Julho metade do território da União Europeia estava em situação de risco devido à seca prolongada, que deverá provocar um declínio no rendimento das culturas em diversos países, segundo um relatório da Comissão Europeia.

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