UTAO estima em 1403 milhões de euros impacto orçamental das medidas covid e anti-inflação e do PRR

As medidas de política covid-19 foram as que tiveram mais impacto no saldo global das administrações públicas entre os meses de Janeiro e Abril deste ano.



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A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) divulgou esta terça-feira um relatório que analisa a evolução orçamental de Janeiro a Abril deste ano, em matéria de contabilidade pública.

De acordo com esse relatório, “no final do mês de Abril, o efeito directo conhecido das medidas de mitigação dos malefícios da doença covid-19 e do pacote ‘inflação e Ucrânia’, bem como das medidas do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), agravou o saldo global em 1403 milhões de euros”.

As medidas para mitigar o impacto da covid-19 foram as mais penalizadoras, tendo prejudicado o saldo global em 1239 milhões de euros. No entanto, diminuíram “significativamente o seu impacto” relativamente ao período homólogo (2290 milhões de euros).

O relatório da UTAO aponta que a despesa com as medidas para mitigar os efeitos da inflação no poder de compra das famílias e no custo de produção de alguns sectores contribuiu para um agravamento em 165 milhões de euros da posição orçamental.

A despesa relacionada com o PRR ascendeu a 54 milhões de euros, “mas o seu impacto sobre o saldo global é nulo, uma vez que até ao final do mês de Abril foi inteiramente financiada por subvenções comunitárias (instrumento Next Generation EU)”.

A UTAO realça que, segundo o Orçamento do Estado para 2022, prevê-se na totalidade do ano uma “redução significativa”, face à execução de 2021, do esforço financeiro das administrações públicas com as medidas para combater a pandemia.

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