Um quarto dos desempregados europeus encontrou trabalho entre Abril e Junho

Cerca de 3,3 milhões de europeus que estavam desempregados no arranque do ano encontraram um novo trabalho entre Abril e Junho. Esse universo é superior ao número de empregados que ficaram sem o posto de trabalho.



Entre o primeiro e o segundo trimestres, um quarto dos europeus que estavam desempregados encontraram um novo emprego, revela o destaque publicado esta terça-feira pelo Eurostat. Em causa estão 3,3 milhões de pessoas, valor que fica acima do universo de europeus que passaram, em sentido inverso, do emprego para o desemprego.

De acordo com o gabinete de estatísticas, entre os indivíduos que estavam desempregados no arranque do ano, 3,3 milhões passaram ao emprego, 3,2 milhões passaram à inactividade e 6,9 mantiveram-se sem emprego. Ou seja, 25% dos desempregados encontraram um novo trabalho, enquanto 23,6% passaram à inactividade e 51,4% mantiveram-se no desemprego.

Por outro lado, 2,4 milhões de europeus que tinham emprego entre Janeiro e Março passaram a desempregados entre Abril e Maio, isto é, 1,2% dos empregados passaram a desempregados.

Já cinco milhões de empregados (cerca de 2,5%) transitaram para a inactividade, enquanto 194 milhões de empregados (cerca de 96%) mantiveram-se com um posto de trabalho. Tal significa que a esmagadora maioria dos empregados continuou nessa situação, apesar dos efeitos nas economias do conflito em curso na Ucrânia.

O Eurostat detalha ainda que, entre os inactivos, a maioria (92,3% ou 108,5 milhões de indivíduos) continuou nessa situação. Em contraste, 4,4% (5,2 milhões de indivíduos) encontraram um emprego e 3,3% (3,9 milhões de indivíduos) passaram ao desemprego, o que significa que começaram activamente a procurar um novo trabalho, estando disponíveis para voltar ao mercado laboral.

De notar que, apesar das dificuldades resultantes da guerra decorrente da invasão russa da Ucrânia, o mercado laboral europeu (incluindo o português) tem estado estável, não registando um agravamento expressivo do desemprego. Os economistas alertam, contudo, que o Inverno poderá ser mais desafiante e não descartam um aumento do desemprego.

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