Primeiro leilão solar nas barragens é “muito inteligente”

O sector olha com agrado para uma proposta que traz poupanças não só para os consumidores finais de energia, como para as empresas com as melhores licitações. No entanto, pede-se cautela para evitar que as barragens fiquem “forradas” a painéis solares.



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Com os olhos postos na neutralidade carbónica, uma meta a atingir até 2050, Portugal segue para o terceiro leilão solar, o processo que tem como objectivo a atribuição de reserva de capacidade de injecção na rede eléctrica de electricidade obtida através da conversão de energia solar.

A ideia foi lançada a primeira vez no documento referente às Grandes Opções para 2021-2015, depois de sublinhados os resultados dos dois primeiros leilões. “Durante 2021 será lançado um novo leilão solar para superfícies não convencionais, designadamente os espelhos de água dos aproveitamentos hídricos, com tecnologia solar fotovoltaica flutuante”, podia ler-se no documento.

João Pedro Matos Fernandes confirmou mais tarde a data: “Em Setembro, cá teremos o terceiro leilão, agora para o espelho de água das albufeiras”. O ministro do Ambiente e da Acção Climática destacou duas grandes diferenças entre os leilões solares que se realizaram no passado e o de este ano. A primeira, óbvia, é a superfície onde as instalações vão ser feitas - na terra versus na água - e a segunda é que não se irá só leiloar o acesso à rede, mas o sítio exacto onde vai ficar a produção.

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