Pilotos da TAP Express denunciam incapacidade de director

Dificuldades de comunicação com o director de operações de voo, devido a sequelas de um AVC, levam pilotos a criticar a TAP Express. Visado não respondeu ao NOVO e a direcção remeteu para a ANAC, que diz ser “mandatória” a capacidade de comunicação, mas tem indicação de que o responsável “preenche os requisitos”.



Pilotos da antiga Portugália Airlines (actual TAP Express) manifestaram ao NOVO terem dificuldades em comunicar com o director de operações de voo (DOV) da companhia aérea, Rui Catarino, que sofreu um acidente vascular cerebral, em 2018, e terá ficado com afasia – distúrbio que interfere no processamento da linguagem e prejudica a capacidade de comunicação e compreensão. Essa situação é “incompreensível”, garantem os comandantes, que acusam a direcção da empresa de “não querer lidar com o problema” por se tratar de uma “situação de capacidade física e intelectual”.

Mas quais são as funções do director de operações de voo e que impacto têm no dia-a-dia da TAP Express? Segundo fontes do sector explicaram ao NOVO, se de música se tratasse, o DOV seria o maestro que coordena a orquestra e garante a harmonia. Já na aviação, a este director compete seleccionar pilotos e acautelar a segurança e a eficiência das operações, entre outros aspectos de uma longa lista de competências previstas no manual de operações de voo da companhia, a que o NOVO teve acesso e que pode ler em mais detalhe na edição esta sexta-feira em banca.

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