Munique Martins: “Não fazemos tantos esforços assim para sermos o agente activo da mudança”

Numa altura em que as profissões são ameaçadas pela digitalização e muitas funções são postas em causa, dominar ferramentas na área da tecnologia pode fazer a diferença no momento de fugir ao desemprego.



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Em entrevista ao NOVO, a responsável pelo campus de Lisboa da escola tecnológica Ironhack garante que “é muito importante que as pessoas consigam empregos melhores, com salários melhores”.

De acordo com Munique Martins, adquirir novas competências e apanhar a onda da revolução tecnológica tem sido a solução para muitos que se viram desempregados por causa da asfixia que se tem sentido em alguns sectores. “Muitos, antes de perderem o emprego por causa da pandemia, nunca tinham pensado na área da tecnologia. Temos muitas pessoas que vieram da área do turismo, da restauração”, exemplifica.

Entre outros temas, que pode ler nesta edição do NOVO, defende ainda que Portugal precisa de pró-actividade como de pão para a boca. “Acho que é bom esperar, é bom ter. Essa ajuda é muito necessária e vai impactar imenso. E é um dinheiro que vem em muito boa hora. Mas também acho que devemos ser pró-activos. Talvez seja a visão de uma pessoa que não é portuguesa mas já está há dez anos em Portugal. Às vezes não fazemos tantos esforços assim para sermos o agente activo da mudança e acho que isso também pode ser mudado. O PRR vai ajudar a sermos muito mais activos, claro, porque dinheiro é sempre necessário, mas também temos de estar envolvidos na mudança”, defende.

Na entrevista, já nas bancas, Munique Martins explica ainda a importância de olharmos mais para o sistema de educação português, alerta para os perigos da digitalização e esclarece o que considera serem as vantagens.

Uma entrevista a não perder, esta semana no NOVO.

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