Maiores bancos fecham semestre com mais de 46 mil milhões de dívida pública

Os maiores bancos a operar em Portugal estão expostos à dívida soberana, essencialmente da zona euro, maioritariamente portuguesa, numa altura em que o risco é crescente, devido ao aumento das taxas de juro. Ainda assim, os bancos estão menos preocupados desde que o BCE anunciou um mecanismo para uniformizar a transmissão da política monetária. No fim de Junho, o Millennium BCP liderava este ranking, com 17,7 mil milhões de euros de dívida pública contabilizados.



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Numa altura em que o Banco Central Europeu (BCE) anunciou a criação de uma nova ferramenta “antifragmentação”, que dotará a autoridade monetária de capacidade para ajudar os países da zona euro que enfrentem dificuldades de financiamento nos mercados financeiros, os maiores bancos em Portugal acumulam mais de 46 mil milhões em dívida soberana.

Os resultados do primeiro semestre da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Millennium BCP, Novobanco, Santander Totta, BPI e Montepio voltam a colocar na agenda o tema da exposição significativa ao risco soberano dos bancos portugueses, dependendo o impacto nos bancos da contabilização dessa dívida no balanço. A dívida que fica até à maturidade não está sujeita às variações do preço no mercado secundário e, por isso, não impacta na conta de resultados. No entanto, há o alargamento do prémio de risco soberano a assombrar o capital próprio - nesta altura, o prémio de risco da dívida portuguesa a dez anos face à alemã ronda os 100 pontos-base; os bancos podem usar instrumentos de cobertura (swaps de taxas de juros), mas não conseguem cobrir o agravamento do prémio de risco soberano, razão pela qual esse risco, quando sobe, impacta na situação líquida dos bancos.

Leia o artigo na íntegra na edição do NOVO que está este sábado, dia 6 de Agosto, nas bancas.

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