João Rendeiro justifica fuga de Portugal como “acto de legítima defesa”

Antigo presidente do Banco Privado Português, condenado a três penas de prisão efectiva nos processos do caso BPP, diz sentir-se “injustiçado pela justiça” de Portugal.



João Rendeiro informou que não vai regressar a Portugal para cumprir a ordem judicial de se apresentar em Lisboa na próxima sexta-feira. O antigo presidente do Banco Privado Português, condenado a três penas de prisão efectiva nos processos do caso BPP, diz sentir-se “injustiçado pela justiça” de Portugal e classifica a sua fuga como um “acto de legítima defesa”.

“No decurso dos processos em que fui acusado efectuei várias deslocações ao estrangeiro, tendo comunicado sempre o facto aos processos respectivos. De todas as vezes regressei a Portugal. Desta feita não tenciono regressar. É uma opção difícil, tomada após profunda reflexão. Solicitei aos meus advogados que a comunicassem aos processos e quero por esta via tornar essa decisão pública”, pode ler-se num texto publicado esta terça-feira no seu blogue.

”Sinto-me injustiçado pela justiça do meu país. Tentarei que as instâncias internacionais avaliem o modo como tudo se passou em Portugal”, escreveu, justificando a sua ausência como um “acto de legítima defesa contra uma justiça injusta.”

João Rendeiro promete ainda recorrer às instâncias internacionais, apontando que há um direito acima do que em Portugal se considera como sendo o direito. “Lutarei pela minha liberdade para o poder fazer”, concluiu.

O antigo banqueiro foi condenado, em três processos diferentes, a penas de prisão de cinco anos e oito meses, de dez anos e de três anos e seis meses.

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