Governo mantém compromisso de aumentar peso dos salários no PIB, garante secretário do Trabalho

O deputado do Bloco de Esquerda lançou ainda uma questão sobre se a proposta da Agenda do Trabalho Digno que na anterior legislatura o governo tinha enviado para o Parlamento, mas que foi agora de novo submetida à apreciação dos parceiros sociais, será alterada.



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O governo mantém o compromisso de aumentar o peso dos salários no PIB, garantiu esta sexta-feira o secretário de Estado do Trabalho, Miguel Fontes.

“O compromisso do Governo é claro”, vincou Miguel Fontes perante a Comissão do Trabalho e na Comissão de Orçamento e Finanças, no âmbito da apreciação na especialidade do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022). O secretário de Estado ressalvou ainda que este foi “feito e alicerçado no programa do governo” no contexto que era conhecido nessa data, mas cuja concretização se mantém, apesar das circunstâncias de incerteza actuais.

“O que posso e devo dizer é que o sentido político desse compromisso não foi alterado, é o mesmo: o da valorização dos salários e da valorização do peso dos salários no Produto Interno Bruto [PIB] (...) Questão diferente é se as circunstâncias em que estamos a querer operacionalizar esse compromisso o vão permitir a um ritmo mais acelerado ou a um ritmo mais lento”, concretizou o governante, respondendo a uma questão colocada pelo deputado bloquista José Soeiro.

O deputado do Bloco de Esquerda lançou ainda uma questão sobre se a proposta da Agenda do Trabalho Digno que na anterior legislatura o governo tinha enviado para o Parlamento, mas que foi agora de novo submetida à apreciação dos parceiros sociais, será alterada.

Em resposta, Miguel Fontes reforçou que o executivo mantém o compromisso: “O compromisso do Governo é de respeitar aquela que foi a proposta de lei já anteriormente conhecida”.

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