É preciso acelerar no lítio, renováveis e hidrogénio verde em Portugal, defende presidente da Galp

Andy Brown defende que as autoridades portuguesas precisam de fazer mais para acelerar o licenciamento dos projectos.



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A Galp defendeu, esta segunda-feira, que Portugal precisa de licenciar mais rapidamente os projectos de lítio e de energias renováveis.

“Na última semana, a Comissão Europeia defendeu que 30% do lítio deve ter origem na Europa. Mas, sem minas de lítio, hoje, na Europa, isto requer acções”, começou por dizer o presidente executivo da Galp, esta segunda-feira, em conferência organizada pela CNN Portugal que teve hoje lugar em Lisboa.

“Portugal pode contribuir. Juntamente com o Governo, precisamos de trabalhar para assegurar uma transição suave: incentivar investimento verde e facilitar o licenciamento”, afirmou Andy Brown nesta conferência.

Recorde-se que a Galp conta com um projecto para construir uma refinaria de lítio em Setúbal, juntamente com os suecos da Northvolt, com o arranque do projecto previsto para o final do próximo ano.

O gestor britânico – que apresentou as suas condolências pela morte da Rainha Isabel II no início do discurso, e usando uma gravata preta para assinalar o luto no dia do seu funeral – também destacou que Portugal e a Europa têm metas para cumprir nas energias renováveis e que “acelerar o licenciamento vai ser essencial”.

Em relação ao hidrogénio verde, Andy Brown recordou que estes projectos dependem de energias renováveis para produzir o hidrogénio verde. “A electricidade renovável e barata não está disponível hoje em dia. O número enorme de projectos de hidrogénio verde vão ficar na gaveta se o problema não for resolvido.”

Andy Brown destacou que a actual crise energética se deve, em parte, à falta de investimento na produção de hidrocarbonetos nos últimos anos. “Estamos numa crise energética e a principal razão foi a falta de investimento no petróleo, gás e renováveis.”

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