Banca em busca do cessar-fogo

Instituições financeiras precisam de reestruturações, mas os trabalhadores contestam processos que consideram ser “duros”. O sector, que enfrenta uma perda massiva de postos de trabalho, é um campo de batalha.



No entanto, a verdade é que todos desejam um cessar-fogo. Os sindicatos chegaram a acordo para avançar com uma greve, mas recuaram depois de saberem que as administrações do BCP e Santander estão disponíveis para dialogar. Também o Governo promete estar atento ao conflito e aos cortes na banca.

Na raiz de tudo está o facto de, nos últimos anos, os despedimentos no sector bancário se terem multiplicado, nos planos nacional e internacional. Com a banca a perder cada vez mais postos de trabalho, muitas têm sido as chamadas de atenção e as manifestações de desagrado. Os trabalhadores das instituições bancárias acusam os bancos de estarem a implementar processos de redução de postos de trabalho “de forma massiva e sem precedentes”. Já as instituições bancárias garantem que são fruto do tempo e que a digitalização tem estado a pressionar as estruturas e a obrigar a avançar em direcção a reestruturações.

Há quem chame derrocada ao que se passa no sector, com tanto fecho de agências e balcões, sendo a tendência para que a situação se torne cada vez mais complexa. Em alguns casos, como o NOVO noticiou em Julho, os trabalhadores acreditam que as funções estão a ser assumidas por trabalhadores em regime de outsourcing porque “têm menos formação, mas são mais baratos.”

Além do desconforto que se tem vindo a sentir no sector da banca por causa dos despedimentos, o NOVO sabe que há ainda um outro: o facto de Paulo Marcos, presidente do Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos Bancários (SNQTB), ganhar acima de 11 mil euros por mês. Este era, aliás, o montante que auferia em 2018. Agora, fontes ligadas à área financeira garantem que o valor deverá ser ainda mais alto.

Entenda tudo o que se passa no sector nesta edição do NOVO, já nas bancas.

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