Acabou-se o eldorado digital das criptomoedas?

As duas principais moedas digitais estão a sofrer fortes desvalorizações neste ano, afundando-se mais de 50% ao longo do ano. Mercado vale mais de um bilião de euros. Quais as causas para as quedas? Vão recuperar? Ou foi uma miragem?



TÓPICOS

As duas principais criptomoedas sofreram uma forte desvalorização este ano. Depois de terem registado subidas durante anos consecutivos, 2022 está a ser duro para as duas principais moedas digitais, que registam quedas avassaladoras.

A bitcoin sofreu uma queda superior a 58% este ano e situa-se agora nos 19 115 dólares (19 573 euros). Este mercado vale um total de 383 mil milhões de dólares (392 mil milhões de euros). Já a ethereum caiu mais de 64% para os 1324 dólares, com o mercado a valer 192 mil milhões de dólares (196,8 mil milhões de euros).

Perante a desvalorização recente das criptomoedas, perguntámos a vários analistas: quais as causas para esta queda?

Pedro Lino, da Optimize, sublinha que “ao longo dos últimos três anos, e muito impulsionadas pela entrada de investidores no período da pandemia, as criptomoedas foram vistas como mais uma classe de activos a que os investidores deveriam estar atentos, mesmo por diversificação. Desta forma, têm acompanhado a evolução dos mercados financeiros, principalmente das acções mais tecnológicas, que este ano estão a reflectir o impacto da forte subida dos juros, primeiro nos Estados Unidos e, agora, na Europa. Assistimos também a sucessivos avisos por parte de responsáveis nos bancos centrais, acerca das criptomoedas, de que estas não são uma moeda fiduciária nem reserva de valor. Mas a principal causa é a subida dos juros e a incerteza em torno dos mercados financeiros e da evolução económica”.

Já Diogo Brás, da Bison Digital Assets, aponta que “as principais causas são variadas e aplicam-se não só aos activos virtuais como, em geral, a todos os activos financeiros: desde uma potencial recessão à escala global, taxas de juro crescentes, persistência do conflito na Ucrânia e aumento significativo da inflação, tendo esta atingido recentemente um máximo inédito em 40 anos – isto sem observar ainda potenciais distribuições significativas de moeda circulante por parte de entidades que detêm a custódia de cada um dos respectivos activos digitais”.

Leia o artigo na íntegra na edição do NOVO que está este sábado, dia 24 de Setembro, nas bancas.

$!Acabou-se o eldorado digital das criptomoedas?
Ler mais